07 de julho de 2026
Geral

Meio ambiente

Erika de Lima
| Tempo de leitura: 3 min

Alunos detectam poluição nos rios

Texto: Erika de Lima

Através de uma nova maneira de estudar o meio-ambiente, 30 alunos da 3.ª à 7.ª série da escola Guedes Azevedo, localizada no Altos da Cidade, puderam conhecer de perto os problemas dos rios Bauru e Batalha, detectando a poluição em ambos por meio de análises.

Os estudantes através de um "kit" de materiais de análises examinaram a quantidade de oxigênio, amônia e nitrito na água. As duas últimas substâncias são indicativos da presença de fezes, urinas e produtos químicos no rio.

O rio Bauru foi considerado pelos alunos, poluído por conter substâncias como o nitrogênio amoniacal (fezes e urinas) e pela falta de oxigênio.

Já a análise do rio Batalha, embora não esteja totalmente poluído, detectou, em pequena quantidade, amônia e nitrito. Outro sinal de que o rio não "está" muito bem foi o pouco oxigênio encontrado na amostra recolhida.

A comparação foi feita também com outros rios visitados como o Jacaré Pepira, afluente do Tietê, que deságua em Iacanga e em uma das cachoeiras de Brotas, a Cassarova. No manancial Jacaré Pepira, com localização, em Barra Bonita, próximo do porto, foi encontrado um pouco de amônia, por causa do esgoto da cidade que é despejado no rio. Entretanto, no meio de sua extensão não foi detectada nenhuma substância que prejudicasse a água.

Um outro problema avaliado e levantado pelos estudantes foi o assoreamento do Batalha, que faz com que o rio diminua de tamanho e reduza seu volume. Mas para esse problema algumas entidades como o Instituto Vidágua, Organização Não-Governamental

(Ong), e Fórum Pró-Batalha estão tomando medidas para resolver a situação.

A análise e comparação dos dados dos rios foram feitas em março, pelos alunos e o coordenador do Programa de Educação Ambiental e Cidadania, Roberto Pallotta. De acordo com ele, os exames acerca da qualidade da

água mostrou aos "pequenos pesquisadores" que há muita água poluída devido ao esgoto e produtos químicos jogados nos mananciais. "Através desses estudos os adolescentes vão enxergando o motivo da poluição nos rios da região e do mundo", afirma.

Depois das comparações, eles ainda estudam possíveis soluções para a redução da poluição nos rios. "A partir desse programa, os alunos vão se conscientizando do que devem fazer para não poluir o meio-ambiente", relata Pallotta.

A atividade faz parte de um programa que a escola adotou há cinco anos para conscientizar os alunos para o problema da poluição na natureza. Cada classe vai a um lugar escolhido pela escola para desenvolver o trabalho, que mescla as disciplinas de Geografia, História e Ciências.

No entanto, as aulas não se limitam à salas de aula, mas sim ao meio ambiente, com direito a canto dos pássaros, verde e até poluição, dependendo dos lugares.

Segundo o coordenador do programa, os adolescentes chegaram a ficar chocados com a situação de alguns rios como o Tietê, em Itu. Lá o rio tem mau cheiro, espumas brancas e sua coloração é marrom. "Ao chegar em Itu, nossos alunos mostraram surpresa ao ver o rio do jeito que estava. Através dessas visitas eles vão mudando de atitude, começando em casa", finaliza.