07 de julho de 2026
Geral

Eletricitários

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

CTEEP e Cesp entram em greve 2ª feira

Texto: Patrícia Zamboni

Trabalhadores das duas empresas irão deflagrar greve a partir desta segunda-feira em protesto à ausência de proposta patronal

Os trabalhadores da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) - responsável pelo setor de geração de energia - e da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) entrarão em greve, por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira, dia 10. A decisão foi tomada durante assembléia realizada no Sindicato dos Eletricitários

(Sinergia-CUT), após uma reunião de negociação entre sindicalistas e diretoria das duas empresas, na última quinta-feira.

De acordo com o diretor do Sinergia-CUT em Bauru, Alcides Moisés de Souza, nenhuma das duas companhias apresentaram qualquer proposta para a campanha salarial da categoria. Diante desse fato, foi decidida a deflagração da greve. Ontem, os cerca de 340 funcionários da CTEEP, em Bauru, pararam as atividades durante duas horas e meia, em protesto.

"As empresas não apresentaram nenhuma proposta e estão tratando os trabalhadores com total descaso. Nós não queríamos partir para a greve, porque sabemos que é prejudicial à população. Mas, diante desse impasse e dessa situação de total desrespeito com os trabalhadores, não nos restou outra saída", diz Souza.

De acordo com ele, a reunião de negociação estava marcada para as 14 horas da última quinta-feira. No meio da tarde, foi adiada para as 20 horas e, quando as partes se reuniram, a diretoria das duas empresas não teria dado nenhuma resposta aos sindicalistas, segundo o diretor do Sinergia-CUT.

"A reunião começou às 20 horas e, às 20h15, já tinha acabado porque eles não apresentaram nada", diz Souza.

De acordo com Alcides Moisés de Souza, os trabalhadores estão reivindicando 7,42% de reposição das perdas salariais, garantia de emprego e manutenção dos benefícios que constam do acordo coletivo atual, estendendo sua validade até 2005, em lugar de deixar o prazo de vencimento para 2002.

Vale lembrar que, no último dia 3, o Sinergia-CUT fechou o acordo coletivo com a Companhia Paulista de Força e Luz

(CPFL). Os funcionários da empresa votaram a favor, por unanimidade, da proposta de manter o acordo até 2002, mais reajuste salarial de 6%, manutenção da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), correção de 5% para todos os benefícios econômicos e manutenção das conquistas acumuladas durante os outros anos. O sindicato também conseguiu estabelecer, para o Plano de Demissão Voluntária (PDV), o pagamento de 60% do salário por ano trabalhado, sem limite de tempo, para cada funcionário que deixar a empresa, e pagamento de 50% do salário, também por ano trabalhado, no Plano de Demissão Incentivada (PDI). Depois que o PDI for encerrado, estarão garantidos 100% dos postos de trabalho.