08 de julho de 2026
Geral

Reposição de aulas

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 2 min

Reposição revolta alunos em Macatuba

Texto: Tânia Fonseca

Estudantes querem gozar férias e propõem que reposição seja compensada ao longo do segundo semestre

Se antes eram os professores que estavam em greve e não deram aulas por vários dias, agora são os alunos que se recusam a entrar nas salas de aula para assistir as reposições. Isso aconteceu na Escola Estadual Fernando Valezi, de Macatuba, ontem de manhã, quando a maioria dos estudantes se concentrou em frente à escola para uma manifestação pública. Eles não concordam com a reposição durante o período que seria destinado às férias.

Os estudantes alegam que, assim como os professores tiveram autonomia para decidir quando iniciar e quando parar a greve, eles também podem ter o direito de opinar sobre as condições da reposição das aulas, que teve início ontem em Macatuba.

A manifestação dos estudante contou ainda com o apoio de vários pais de alunos. A Polícia Militar acompanhou o movimento e chegou a registrar Boletim de Ocorrência. Na parte da manhã, segundo a PM, a manifestação foi tranquila e depois do protesto os alunos foram embora sem entrar para assistir as aulas programadas. A EEPSG Fernando Valezi tem aula nos três períodos: manhã, tarde e noite.

No período da tarde, os policiais militares voltaram para a frente da escola já que um princípio de tumulto surgia entre novos manifestantes. De acordo com a PM, novo B.O. foi registrado, desta vez por desordem e desentendimentos. Diferente do que ocorreu na parte da manhã, no período da tarde, após as manifestações, a maioria dos alunos entraram para assistir aulas.

De acordo com alguns funcionários da escola, que preferiram não se identificar, são 29 dias de aulas para serem repostos e parte dessa reposição está prevista para ocorrer nestas férias. O diretor da escola, cujo nome também não foi revelado por funcionários, não foi encontrado durante toda a tarde de ontem no estabelecimento de ensino para falar sobre o assunto. Funcionários que atenderam à ligações telefônicas da reportagem do Jornal da Cidade disseram, no entanto, que o diretor participou intensamente das negociações com os estudantes.

Mães de alunos da EEPSG Fernando Valezi ouvidas ontem pelo JC disseram lamentar a situação, principalmente porque, no final das contas, acreditam elas, o prejuízo maior é dos alunos. "Se é ruim não ter férias, ficar sem as aulas previstas no currículo escolar pode ser pior ainda", resumiram.

Entre os alunos, uma das propostas é que a reposição ocorra durante o segundo semestre, mesmo que para isso eles tenham que ter o recreio diminuído, a entrada antecipada ou a saída adiada por alguns minutos.

O dirigente da Delegacia de Ensino de Jaú, à qual está subordinada a EEPSG Fernando Valezi, Agnaldo dos Santos, está em férias e, segundo funcionários da Delegacia, ontem à tarde não havia outra pessoa para falar sobre o assunto, com a reportagem.