07 de julho de 2026
Geral

Combustíveis

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Preço da gasolina continua indefinido em Bauru

Texto: Patrícia Zamboni

O aumento de cerca de 11% no preço do litro da gasolina para o consumidor final, que estava sendo esperado para o último sábado, ainda continua indefinido nos postos de combustíveis de Bauru. Mesmo com a previsão de que a mudança nos preços já estaria sendo observada desde este final de semana (dias 15 e 16), até o início do dia de ontem a maioria dos postos ainda aplicava o preço antigo, variando de R$ 1,30 a R$ 1,38, em média. Na semana passada o litro da gasolina podia ser adquirido a R$ 1,25.

Porém, ainda na tarde de ontem, alguns estabelecimentos alteraram o preço já contabilizando o aumento anunciado pelo governo. A portaria dos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia, publicada no Diário Oficial da semana passada, indicava reajustes nas refinarias de 15% para a gasolina e óleo diesel, 18% para gás de cozinha e 34,5% para querosene de aviação.

A indefinição de preços constatada ontem na cidade indica que, ainda hoje, os consumidores devem continuar pesquisando preços na hora de abastecer o seu veículo. Durante a manhã e o início da tarde de ontem, ainda eram encontrados preços de R$ 1,30 e R$ 1,38 para o litro da gasolina. Porém, em alguns postos o repasse das refinarias já podia ser observado com o preço da gasolina girando em torno de R$ 1,45 e até R$ 1,55, à vista. O litro do álcool já chegava a patamares em torno de R$ 0,98.

Porém, a indefinição era geral. Muitos proprietários de postos consultados pela reportagem, ontem, não quiseram se manifestar em relação aos preços alegando que as próprias distribuidoras de combustíveis ainda não tinham definido o porcentual de aumento que iriam repassar aos revendedores. Por isso é que algumas alterações de preços puderam ser observadas durante o decorrer de um mesmo dia.

Outros proprietários de postos confirmaram que não poderiam se manifestar ontem porque, provavelmente, não iriam conseguir chegar ao final do dia com os mesmos preços que iniciaram a segunda-feira. Porém, todos foram unânimes ao dizer que, com mais este aumento autorizado pelo Governo Federal, não seria mais possível trabalhar com margens de lucro. "Vamos trabalhar no arroxo e a população precisa entender isso", disse a proprietária de um posto Flag. Por outro lado, as tendências verificadas indicam que o reajuste final dos postos no preço ao consumidor ficará acima dos 11% previstos pelo governo.