07 de julho de 2026
Geral

Aumento do GLP

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Botijão de gás vai a R$ 19,00

Texto: Patrícia Zamboni

Reajuste do governo às refinarias faz o preço do botijão de gás chegar a uma média de R$ 19,00 para o consumidor final

Desde o último sábado, data em que passou a vigorar o reajuste de 18% para o gás de cozinha (GLP), nas refinarias, anunciado pelo Governo Federal, um botijão de gás em Bauru chegou ao preço de R$ 19,00, em média. A boa notícia para o consumidor final é que o aumento não está sendo totalmente repassado pelos revendedores. Numa consulta feita ontem em alguns pontos de comercialização de gás, foi observada uma variação de 12% a 15% no aumento do preço do botijão. Na média, o valor antigo, que girava em torno de R$ 16,50, passou para R$ 18,50 ou R$ 19,00.

A gerente de uma distribuidora da Nacional Gás Butano, Aglaeh Lopes de Aquino, diz que o valor do repasse da distribuidora para os revendedores é fixo, porém, alguns casos são analisados de forma individual. "Nós não nos baseamos no porcentual, temos outros critérios de avaliação porque sabemos que não são todos os revendedores que conseguem arcar com esse aumento. Porém, cada companhia tem o seu critério de repasse de preços. Já em relação ao preço para o consumidor final, este é definido pelos revendedores, dependendo de cada praça de atuação e dos custos que cada revenda tem. Nós, na distribuidora, não estipulamos preço de venda para o consumidor final", explica a gerente, que diz não poder revelar os preços de comercialização que a distribuidora aplica para os seus revendedores.

Sérgio Rossi, gerente de uma distribuidora Melgás, diz que o repasse aos seus revendedores - em torno de quatro - está girando em torno de 17% a 18%. Rossi também diz que o preço para o consumidor final varia em cada revenda.

No Depósito de Gás Vista Alegre, que comercializa produtos da Liquigás, a informação do proprietário Francisco Carlos de Góes é de que o antigo preço de R$ 16,50 do botijão, passou para R$ 18,50 (aumento de 12,1%) para o consumidor que for comprar no local e para entregas feitas dentro do bairro. Para entregas em localidades mais distantes, com o acréscimo da taxa o valor pode chegar a R$ 21,50. Para comerciantes que comprarem vários botijões de uma vez, a revendedora oferece um desconto.

Francisco Góes diz que a maioria dos clientes não está reclamando do aumento pelo fato do reajuste ter sido bastante divulgado pela imprensa em geral. Porém, ele ressalta que os revendedores é que têm reclamações a fazer em relação aos caminhões clandestinos que transitam pela cidade vendendo gás mais barato. "Esses clandestinos atrapalham muito o nosso mercado. Eles conseguem vender mais barato porque não têm encargos e não pagam impostos, como um revendedor que anda na linha. Mas os consumidores correm riscos adquirindo esses produtos, porque a qualidade não

é garantida. Se acontecer algum problema, a pessoa que comprou o botijão de um clandestino nunca tem a quem reclamar e recorrer, tanto é que eu mesmo já fiz trabalho de manutenção para diversas pessoas que compraram gás nesses caminhões", alerta Goés.

Maurício Gonçalves, dono de uma revendedora autorizada da Ultragaz, passou a vender, para o consumidor final, a R$ 19,00 o botijão que era comercializado a R$ 16,50 (aumento de 15,1%) antes do reajuste do governo às refinarias. Segundo ele, até a semana passada ele comprava o botijão, na distribuidora, a R$ 14,96. Depois do reajuste, passou a desembolsar R$ 16,62 (alta de 11%).

Numa revendedora que trabalha com produtos da Copagás, o gerente Leandro de Paula diz que foi preciso passar o preço do botijão de gás de R$ 16,60 para R$ 19,00 (aumento de 14,4%) na entrega em domicílio para conseguir arcar com um reajuste de 30% que, segundo ele, foi repassado pela distribuidora. Se o cliente for comprar no local, pagará R$ 18,00. "Não podíamos repassar todo o porcentual que a distribuidora colocou para nós, senão, iríamos perder muitos clientes. Temos que acompanhar o mercado", diz o gerente.