07 de julho de 2026
Geral

Deramtologia

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Novas técnicas dispensam a cirurgia plástica

Texto: Sabrina Magalhães

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) realizou, de 5 a 9 deste mês, em São Paulo, o XII Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica. Entre dezenas de assuntos discutidos, o principal destaque ficou por conta do avanço das técnicas de rejuvenescimento facial que, segundo os especialistas, já estão dispensando o paciente de ter que se submeter a uma cirurgia plástica. A equipe do JC Saúde conferiu e traz as principais novidades.

Os preenchedores cutâneos, por exemplo, aparecem como excelentes alternativas para atenuar rugas, melhorar a textura da pele e aumentar o volume de determinada região do rosto, sem a necessidade de "esticar e cortar". São técnicas parecidas com a colocação de silicone nos seios, em que se injetam substâncias ou introduzem fios especiais na pele para levantá-la. Um procedimento usado com bastante eficácia para corrigir sulcos nasogenianos (aquela 'linha' que desce verticalmente do nariz em direção ao canto da boca) ou para tornar os lábios finos mais "carnudos".

Este procedimento, como quase todos os outros, pode ser feito de várias maneiras diferentes e usando diversos materiais. A escolha por um ou outro depende do local a ser tratado, da profundidade do implante e dos testes de reação. Efeitos colaterais são raros, mas a maioria dos produtos tem efeito temporário, exigindo repetição do procedimento de tempos em tempos.

Peeling e dermoabrasão

Peeling é o nome dado às técnicas que promovem uma descamação da pele, geralmente usadas para atenuar ou eliminar manchas e cicatrizes superficiais. São procedimentos simples e rápidos, em que o paciente passa o produto sobre a região lesada e aguarda a "troca" da pele. As substâncias ácidas são conhecidas já há alguns anos, mas outros produtos vêm sendo testados com bastante sucesso. Entre elas, a pasta de ATA, amplamente mostrada durante o Congresso como uma excelente opção para o tratamento, principalmente, das manchas escuras causadas pelo fotoenvelhecimento (exposição solar).

A dermoabrasão tem praticamente o mesmo objetivo do peeling, sendo, porém, mais agressiva. Consiste no lixamento da pele e é indicada para o tratamento de lesões mais profundas. Pode ser feita com produtos químicos e aparelhagem específica ou manualmente (neste caso, usam-se lixas d'água). O paciente é submetido a anestesia local, com complemento de anestésicos e antiinflamatórios nos dias que se seguem.

Considerando-se que a pele é um importante mecanismo de defesa do organismo, pode-se afirmar que ambos os procedimentos exigem muito cuidado do paciente. Até que a pele esteja totalmente reconstituída, existe risco de inflamação ou infecção. Entre eles, o do aparecimento de herpes. E mesmo depois da pele estar totalmente formada, o paciente fica proibido de se expor ao sol por um bom tempo, pois a sensibilidade do novo tecido facilita o aparecimento de manchas ou mesmo de câncer.