08 de julho de 2026
Geral

Financiamento rural

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 2 min

Banco da Terra já está a disposição

Texto: Andréia Alevato

Produtor rural terá que se organizar em associações de famílias, que estarão na mesma área

O Banco da Terra já está a disposição dos pequenos agricultores do Estado de São Paulo que não possuem terra.

Os produtores interessados devem procurar um Sindicato dos Trabalhadores Rurais que seja ligado a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp), se organizarem em associações de famílias para comprar a terra. Todas as famílias têm que estar na mesma área.

"Esse é um assentamento, só que completamente diferente do assentamento feito plo Incra. A novidade deste programa

é que o próprio produtor pega o financiamento e compra sua terra", disse Max Bezerra, secretário executivo do Banco da Terra.

O Banco da Terra é um programa de crédito fundiário, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e que não tem nenhuma ligação com o Incra, que financia a compra da terra e a infra-estrutura básica. É destinado ao trabalhador rural que não tenha terra.

O limite de crédito é de até R$ 40 mil, e o agricultor tem até 20 anos para pagar o financiamento, com carência de 3 anos. A taxa de juros é de 4% ao ano. A garantia exigida é o próprio imóvel financiado.

"O programa é muito positivo, porque garante ao pequeno produtor rural estabilidade", disse Bezerra.

"O Banco da terra é uma reforma agrária paga, porque os agricultores pagarão a sua propriedade", completou Mauro Alves da Silva, presidente da Fetaesp.

O secretário executivo do Banco da Terra considera o financiamento de até R$ 40 mil mais que suficiente, já que a média tem girado em torno de R$ 18 mil e R$ 20 mil.

"Esse valor é mais que suficiente. O valor médio de financiamento em Estados onde a terra é mais cara, como em São Paulo e Paraná é de R$ 18 mil e R$ 20 mil", disse.

Desde outubro do ano passado, o programa financiou R$ 150 milhões e 12 mil famílias. A meta é atingir 20 Estados do País até agosto.

Para o presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde Guimarães, a iniciativa do programa é

ótima, mas ele ainda não sabe como será a prática.

"Vários programas similares foram lançados no passado com muita festa e acabou parado. Temos que esperar para ver como ele irá se desenvolver e como será a receptividade dos produtores", concluiu Guimarães.