Agentes penitenciários desistem de greve
Texto: Ieda Rodrigues
Os agentes penitenciários, em assembléia realizada na última sexta-feira em São Paulo, votaram contra a proposta de deflagração de greve por reajuste salarial. A proposta de greve, defendida pela regional Bauru do Sindicato dos Agentes Penitenciários, foi vencida, pois a maioria das regionais voltou contra o movimento após o Governo ter dado abono de R$ 70,00 à categoria - como a todos os funcionários públicos - e aumentado o valor do tíquete-refeição.
O presidente-interino do Sindicato dos Agentes em Bauru, Ramon
Álvaro dos Anjos Sousa, disse, no entanto, que se o Governo não der o abono nos salários a serem pagos neste mês a proposta de greve pode voltar a ser discutida. Ele ressaltou que, independente da decisão de não parar, o sindicato continua tentando abrir negociação com o Estado, para reajuste salarial.
Nas assembléias regionais realizadas em Bauru entre funcionários das penitenciárias I e II e do Instituto Penal Agrícola
(IPA), 76% deles votaram favoráveis à greve. Sousa explicou que os profissionais de apoio que integram a categoria dos agentes penitenciários - enfermeiros, oficiais administrativos e motoristas - são os que estão sofrendo maior defasagem salarial, sem reajuste desde 1995. O salário desses profissionais, de acordo com Sousa, estaria na casa dos R$ 450,00. Nos últimos anos, na negociação salarial, os profissionais de apoio "têm sido esquecido", disse.