07 de julho de 2026
Geral

Aumento de preços

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

Postos de combustíveis começam a repassar novo aumento em Bauru

Texto: Josefa Cunha

O recém-autorizado reajuste de 2% já pode ser sentido pelo consumidor bauruense, mas a indefinição continua sendo grande nos postos de revenda

O novo reajuste concedido pelo governo aos combustíveis já teve reflexos em Bauru, para o desespero dos motoristas e dos próprios revendedores, que continuam driblando a situação para manter a estrutura de seus estabelecimentos. A recém-autorizada alta, de 2%, foi repassada por alguns postos, mas a indefinição predominava na maioria deles até o final da tarde de ontem. Quem tem estoque, deverá aguardar o próximo fornecimento para calcular o novo preço; quem não tem, já alterou os valores nas bombas, que ontem registravam o preço máximo de R$ 1,499 para a gasolina, e de R$ 1,06, para o álcool.

Dos 14 postos visitados pela reportagem, sete ainda praticavam preço antigo - numa média de R$ 1,449 -, enquanto os outros indicavam valores acima de R$ 1,49. Em dois estabelecimentos, as tabelas indicativas de preço haviam sido retiradas.

Com este reajuste, o segundo autorizado pelo governo federal em apenas 15 dias, a média de aumento do litro da gasolina em Bauru foi de R$ 0,14. Para os motoristas que consomem 30 litros semanais do combustível, o impacto no bolso será de quase R$ 17,00 a mais em apenas um mês. Uma pizza ou uma saída a menos para já quem vive dentro de um orçamento limitado às diversões.

Alguns revendedores, entretanto, avaliam que a situação do consumidor poderia estar muito pior não fosse pela redução em suas margens de lucro. "O equilíbrio entre o ritmo desenfreado de aumentos do governo e o bolso do consumidor tem sido mantido por nós, proprietários de postos. Há quem pense que estamos lucrando horrores, mas estamos quase no mínimo da nossa margem de ganho", garantiu um revendedor.

Os comerciantes do setor reclamam ser este um dos piores momentos já vividos nos , seja pela baixa lucratividade ou pelas indefinições que teimam em continuar. Segundo eles, a expansão no número de revendas na cidade já vinha exigindo "ginástica" para manter os lucros, uma vez que o volume de vendas diminuiu. "Alguma coisa vai ter que acontecer, porque a situação está se tornando insustentável. Estamos vendo a hora que seremos obrigados a reduzir custos com mão-de-obra e isso será muito ruim para a economia", manifestou, com receio, outro revendedor.

Um aspecto que pode vir a controlar um pouco melhor os preços

é a redução do índice de álcool adicionado à gasolina, que deve cair de 24% para 22% - como era em 1999. Como o preço do álcool subiu muito, acredita-se que essa medida venha contrabalançar os valores da gasolina ao consumidor final.