Apae-SP prepara deficientes mentais para o mercado
Com o objetivo de promover a inclusão do deficiente mental na sociedade, a Apae-SP (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo) mantém um programa permanente de profissionalização, na área industrial, integrado por quatro Núcleos de Aprendizagem e Atividades Profissionais (NAAPs). Voltados ao portador de deficiência mental, os NAAPs reúnem 430 aprendizes com idade a partir de 15 anos, todos aptos a desenvolver atividades de acabamento industrial e gráfico em materiais fornecidos por empresas de vários segmentos. "Preparamos, a partir de uma atividade real e prática, o deficiente para o mercado de trabalho e colaboramos, também, para que as empresas possam cumprir a Lei 8.213/91, que prevê a obrigatoriedade da contratação de pessoas deficientes para seus quadros", sintetiza a coordenadora do setor de Qualificação para o Trabalho, Elisabeth Federici Florence Teixeira.
Nos NAAPs, além de receberem aulas de capacitação, os aprendizes recebem orientação sobre temas fundamentais para um bom desempenho profissional como, por exemplo, higiene e segurança, estrutura organizacional de uma empresa e relações humanas no trabalho.
Trabalhando diariamente, das 8h às 16h30, os aprendizes são supervisionados por orientadores - que conferem todo o processo de produção -, além de serem acompanhados por assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.
O trabalho desenvolvido é avaliado mensalmente sob diversos aspectos: assiduidade, pontualidade, motivação, relacionamento e apresentação, entre outros. O resultado da avaliação indica qual será o prêmio de produtividade que cada um deverá receber. Metade da remuneração recebida pela Apae-SP para o desenvolvimento do serviço contratado é destinada à manutenção do programa; os 50% restantes são divididos entre os aprendizes, de acordo com a pontuação mensal recebida.
O objetivo final da entidade, com o desenvolvimento deste programa,
é possibilitar a inclusão profissional de seus aprendizes.
"Anualmente, conseguimos que cerca de 10% de nosso contingente ingressem no mercado de trabalho", contabiliza Elisabeth Federici Florence Teixeira.
Como contratar os serviços
O programa desenvolvido pelos NAAPs está baseado no conceito de terceirização. Serviços de embalagem, etiquetagem, montagem, mala direta, rotulação, formação de kits industriais, entre outros, podem ser terceirizados por empresas de diversos segmentos: plástico, metalúrgico, farmacêutico, alimentício etc. "Nosso programa se transformou em uma prestação de serviço compatível com as exigências do mercado, tanto em relação à qualidade quanto ao prazo", avalia a coordenadora. "Empresas como a Acrilex, Elka, Kellogs, Natura, Brasimet e Fama já se engajaram no programa de qualificação da Apae-SP e estamos abertos a novas parcerias. Temos pessoas qualificadas à espera de uma oportunidade de trabalho", complementa.
A empresa interessada em terceirizar os seus serviços ou contratar um aprendiz da Apae-SP, contribuindo, assim, para a inclusão do deficiente mental no mercado de trabalho, deverá entrar em contato com a entidade pelo telefone (11) 5080-7000.
Por dentro da lei
Conforme o artigo 96 da Lei 8.213/91, as empresas devem, obrigatoriamente, preencher parte de suas vagas contratando mão-de-obra formada por portadores de deficiência na proporção de:
De 100 a 200 empregados 2%
De 201 a 500 empregados 3%
De 501 a 1000 empregados 4%
Acima de 1001 empregados 5%