Dona de casa é estuprada na Pousada
Texto: Ieda Rodrigues
A dona de casa Maria Fernanda Teodoro de Souza, 21 anos, casada, moradora na Pousada da Esperança I, foi estuprada por um homem encapuzado anteontem à noite. Ela foi violentada a poucos metros de sua residência, numa casa em construção da quadra 1 da rua Antônio Fortunato, por volta das 20 horas.
Ela contou que desembarcou do ônibus coletivo a uma quadra de sua casa e, para cortar caminho, seguiu por um trilho em um terreno baldio, momento que foi abordada por um homem vestido de preto, com capuz na cabeça e revólver em punho. De acordo com Maria Fernanda, o encapuzado tapou sua boca com uma das mãos e, apontando a arma para sua cabeça, disse que se ela gritasse, ele a mataria.
Maria Fernanda disse que foi arrastada pelo encapuzado alguns metros, até a casa em construção. No corredor da obra, ele retirou a roupa e manteve relações sexuais com a dona de casa, fugindo em seguida levando cerca de R$ 5,00 os quais ela dispunha. Ela contou que, ainda chorando e sentindo dores na vagina, vestiu a roupa e saiu da casa, indo até a casa de uma vizinha pedir ajuda.
Uma pessoa, que estava na rua quando Maria Fernanda saiu da casa em construção, disse que viu o homem encapuzado caminhando pela rua. A vítima reclamou que, apesar de policiais militares da Cavalaria terem chegado até sua casa logo após os fatos, eles não percorreram as imediações em busca do estuprador, o que ocorreu somente às 22 horas, quando chegou ao local uma viatura da PM.
Maria Fernanda foi levada ao Pronto-Socorro Central, que a encaminhou para a Maternidade Santa Isabel, onde foi atendida por um médico. No entanto, a vítima do estupro, que está suspeitando estar grávida de pouco mais de um mês, acha que deveria ter passado por exames ginecológicos de imediato. Ela receia que o estuprador tenha alguma doença sexualmente transmissível.
Na Maternidade Santa Isabel, Maria Fernanda foi encaminhada para fazer exames ontem, no Instituto Médico Legal (IML). A ocorrência foi registrada no Plantão da Delegacia Seccional. A vizinha da vítima, Madalena Godoy da Silva, reclamou que o estupro talvez fosse evitado caso a lâmpada da iluminação pública existente no início da quadra 1 não estivesse queimada.