07 de julho de 2026
Geral

Cemitério

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 3 min

Vereador quer novo cemitério municipal

Texto: Daniela Bochembuzo

Para João Parreira de Miranda (PDT), capacidade de sepultamentos de cemitérios existentes está próxima ao fim

O vereador João Parreira de Miranda (PDT) está solicitando que a Prefeitura implante, com urgência, um novo cemitério municipal. A justificativa é que três das quatro necrópoles pertencentes ao Município estão com capacidade de sepultamento reduzidas.

De acordo com dados da Divisão de Necrópoles e Funerárias da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), 91 mil sepultamentos já foram efetuados nos quatro cemitérios municipais. Desse total, 51 mil foram realizados no Cemitério da Saudade e 12 mil no Cemitério São Benedito, os quais estão com sua capacidade de covas esgotada.

Com capacidade inestimável, o Cemitério Cristo Rei recebeu 3 mil sepultamentos. Mas é o Cemitério do Jardim Redentor que mais preocupa o vereador Parreira. No local, foram enterradas 25 mil pessoas em 3.600 covas e gavetas, que devem duplicar dentro de três anos, esgotando sua capacidade de abertura de novos lotes.

É no Cemitério do Jardim Redentor, atualmente, que são realizados os enterros assistenciais, ou seja, de pessoas cujas famílias não têm como custear o funeral. Em razão disso, a Prefeitura arca com as despesas de urna, transporte e sepultamento, mas fixa prazo de 3 anos para que o valor da cova, estipulado em R$ 600,00, seja pago.

Se o valor não for quitado e os restos mortais não forem retirados, a cova é rebaixada para abrigar novo sepultamento. A medida é adotada em função da ausência de espaço no cemitério. "Infelizmente, o atendimento da parte social tem suas limitações", diz José Tavares da Silva Martins, gerente da Divisão de Necrópoles e Funerárias da Emdurb.

Com a solicitação para a construção de um novo cemitério, Parreira espera evitar os rebaixamentos.

"As pessoas não têm condições financeiras, mas têm sentimentos. A maioria, ao morrer, quer ser enterrada junto aos familiares e, da maneira como o sistema funciona, quem não tem dinheiro não pode realizar esse desejo", afirma.

Para o pedetista, a implantação de um novo cemitério poderia encerrar os problemas. O vereador resolveu fazer a solicitação após ser procurado por um marido, cujos restos mortais da esposa deverão ser rebaixados em novembro, que não conseguiu poupar o valor exigido para o pagamento do túmulo.

"Ele estava desesperado", conta.

Além da solicitação sobre a construção da nova necrópole, o vereador está solicitando ao prefeito Nilson Costa que informe a fundamentação legal para o procedimento adotado na administração do Cemitério do Jardim Redentor.

O mesmo ofício também foi remetido ao procurador Lucas Pimentel de Oliveira, da Promotoria de Defesa da Cidadania.

"Quero receber informações se as ações da Emdurb condizem com a legislação vigente", argumenta Parreira.

Além da solicitação do vereador pedetista, a última sessão da Câmara Municipal registrou indicações de mais dois parlamentares a respeito de questões ligadas a necrópoles. Eduardo Fernandes

Ávila (PPB) solicitou a colocação de vigias nos cemitérios municipais, durante os períodos noturnos e diurnos. Já Paulo Agustinho (PTB) requereu a construção de uma funerária e uma sala de velório junto ao Cemitério São Benedito.