Penhor cresce em razão da segurança
Texto: Paulo Toledo
A quantidade de contratos de penhor de jóias na Caixa Econômica federal (CEF) cresceu 10% nos últimos 12 meses, atingindo cerca de 7,6 mil em vigência, nesta semana. Milton Simioni, avaliador executivo da Caixa, destaca que, além da taxa de juros vantajosa, que acaba atraindo quem precisa de dinheiro, o penhor acaba sendo utilizado, também, por pessoas que querem deixar suas jóias em segurança, na guarda da instituição, ao invés dos riscos de deixar em casa.
Um estudo da caixa mostrou que muitas pessoas tomam o empréstimo mínimo no penhor. Todos os anos, em dezembro, o estoque cai, mas volta ao normal em janeiro. Isso se explicaria pelo resgate para a utilização das jóias no final do ano, aproveitando os recursos do 13.º salário.
Na avaliação de Simioni, cerca de 50% das pessoas utilizam o penhor para guardar suas jóias em segurança. Para ele, a operação compensa, em razão dos baixos juros cobrados pelo sistema de penhor. Para se ter uma idéia, a taxa de juros cobrada para avaliações até R$ 300,00 é de 3,17% ao mês, enquanto que para valores de avaliação maiores a taxa passa a ser de 3,62% ao mês. "São taxas de juros muito vantajosas. Por isso, muitas pessoas deixam por um tempo maior, até 84 dias e outras vão renovando", afirmou.
De acordo com o avaliador, o índice mensal de pessoas que fazem a renovação dos contratos chega a cerca de 50% do total.
Porém, há os que não conseguem quitar os empréstimos e, com isso, correm o risco de perder suas jóias, que vão a leilão, se não forem resgatadas ou tiverem o contrato renovado. O atraso aceito é de, no máximo, 30 dias. Depois disso, no primeiro leilão a jóia entra nos lotes em oferta.
Simioni informa que, em Bauru, aproximadamente 4% dos contratos acabam não sendo resgatados ou renovados e a jóias acabam indo para venda.
O próximo leilão será no dia 24 de agosto, com lotes de jóias de contratos vencidos até 24 de julho. O avaliador alerta que, neste caso, até o dia 18 os proprietários dos contratos podem renovar ou resgatar, sem a cobrança da taxa de leilão, que é de 5% do valor da dívida atual. Até o dia 23, há a possibilidade de resgate ou renovação, mas com pagamento da taxa. No dia do leilão, até as 13 horas, só é possível fazer o resgate, com o pagamento da taxa.