AHB economiza 300% com farmácia de manipulação
Texto: Fabiana Teófilo
Atualmente são fabricados 152 itens entre líquidos, cápsulas e pomadas
Com o objetivo de reduzir o custo operacional e manter os hospitais abastecidos, a diretoria da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), que administra o Hospital Manoel de Abreu, Hospital de Base e Maternidade Santa Isabel, criou uma farmácia de manipulação para abastecer os hospitais. A farmácia funciona no interior do Hospital Manoel de Abreu desde maio do ano passado.
No início, eram fabricados apenas 30 medicamentos e, atualmente o número de itens manipulados na farmácia chega a 152. De acordo com o presidente da AHB, Joseph Saab, a produção deverá dobrar até o final do ano e a farmácia deverá ser instalada em outro espaço físico dentro do hospital.
Com a criação da farmácia, a AHB conseguiu alcançar uma economia de 300%. O investimento, na época em que se instalou a farmácia, foi de R$ 30 mil. Atualmente, a manutenção fica em torno de R$ 5 mil ao mês, incluindo compra de matéria-prima, embalagem e salário de funcionários. Além disso, há os gastos da manutenção do hospital que oferece a infra-estrutura para a farmácia.
A farmacêutica responsável, Ana Paula Gomes de Melo disse que o trabalho feito na farmácia é artesanal e, portanto a fabricação é um pouco mais lenta, mas os hospitais, que enviam pedidos todas as semanas, estão sempre abastecidos e não há problemas com falta de medicamento. Para a fabricação de 500 cápsulas, leva-se de 20 a 30 minutos, de acordo com Ana Paula.
"Podendo fabricar os medicamentos que utilizamos, além de termos a confiança de que é um bom produto, temos a segurança de que ele não irá faltar", afirmou.
Ela explicou que existe um controle de estoque para que nunca falte os medicamentos utilizados nos hospitais. O sal (química utilizada para a fabricação dos remédios)
é comprado nos laboratórios. A farmácia de manipulação do AHB não manipula apenas os medicamentos estéreos que são ampolas, injetáveis e colírios.
A farmácia manipula cápsulas, xaropes, anti-ácidos, antibióticos e pomadas. Os mais comuns e mais caros também são produzidos no Manoel de Abreu. Luftal, dipirona, cataflam, cefanexina, entre outros são remédios produzidos no local.
Ana Paula disse que sempre surge novos medicamentos e novas patologias e a farmácia de manipulação da AHB se atualiza de acordo com os médicos. "Quando sabemos de algum medicamento novo, compramos o sal e já iniciamos a manipulação", disse.
Por semana, são produzidas 10 mil cápsulas, 20 litros de líquidos e 15 quilos de pomada, em média. "Esse montante abastece os três hospitais, sem que falte medicamentos", afirmou Ana Paula. Com a mudança da farmácia, que deve ocorrer até o final do ano, deve-se aumentar a estrutura e, conseqüentemente, a produção.