Doenças que interferem na gravidez
Texto: Sabrina Magalhães
Algumas patologias podem levar a mulher a enfrentar uma gravidez de risco. Nesses casos, o acompanhamento médico é indispensável
Durante toda a gestação, o feto vai exigir trabalho dobrado do organismo da mãe. Por isso, investigar a saúde da mulher é essencial no pré-natal. Qualquer doença mais séria pode interferir na evolução da gravidez ou mesmo comprometer o desenvolvimento do feto.
"Para começar um pré-natal, o médico tem que saber como a paciente está entrando no processo, qual o potencial dela, se o organismo está equilibrado ou não, se ela tem alguma doença de base, quais doenças já teve, se toma algum medicamento, se é o primeiro filho, enfim, toda a história da paciente", observa Admir Franzolin.
Segundo ele, o coração, por exemplo, é um dos órgãos mais exigidos, já que, com o trabalho redobrado dos órgãos da mulher, o transporte de nutrientes e oxigênio através do sangue precisa ser muito mais eficiente, o que seria um sério problema para uma paciente com problemas cardíacos, que pode descompensar.
Se a gestante tem ou teve hepatite, há um risco de sobrecarga do fígado. O mesmo pode acontecer para quem tem tendência a problemas renais, respiratórios, entre muitos outros. Em qualquer desses casos, a gravidez pode oferecer riscos tanto
à sobrevivência da mãe, como do filho.
Hipertensão e diabetes
Outro problema que pode acontecer durante a gestação
é o aparecimento de hipertensão e diabetes gestacionais. Isso acontece quando a paciente tem uma tendência hereditária
às doenças. Ao engravidar e sobrecarregar o organismo, os distúrbios aparecem, ameaçando mãe e filho.
Por isso, investigar o histórico familiar da paciente é extremamente importante. E todos os casos de doenças na família devem ser relatados ao médico. Sabendo que a mulher é portadora em potencial das doenças, o pré-natal toma novos rumos.
Emocional
Na opinião de Franzolin, durante toda a gestação, o profissional deve estar atento à situação emocional da mulher e sem sensível para perceber qualquer problema. Segundo ele, o fato da gravidez ser desejada ou não pode ter sérias repercussões durante o pré-natal. O mesmo se diz quanto ao planejamento, quanto ao medo que muitas mulheres sentem da dor de parto. Isso, sem contar o estresse que ela tem pelas mudanças do corpo, pelas adaptações na relação sexual ou mesmo pelo medo de perder o emprego após o período determinado por lei.
"Saúde é um conjunto de bem-estar físico, econômico, social, mental e muitos outros 'al' que existem. A Medicina não considera muito isso, mas é de fundamental importância", conclui.