Sear contesta que festa teve ares eleitorais
Texto: Fabiana Teófilo/Ieda Rodrigues
O assessor técnico da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), Luiz Geraldo da Silva, contestou a matéria publicada na edição de ontem do JC, sobre o II Encontro Anual das Associações de Moradores de Bauru, e afirmou que a festa realizada do domingo, no Clube das Nações, não teve nenhuma relação com política. "Nós trabalhamos muito para que a festa não se tornasse campanha e proibimos distribuição de santinhos ou qualquer material eleitoral", afirmou. Mas admitiu que "um ou dois" candidatos estariam usando camisetas com seus respectivos nomes e números.
Silva disse, ainda, que a Prefeitura não financiou toda a festa, que partiu de uma iniciativa das associações de bairros. "A administração pagou apenas uma parte do evento, já que recebemos colaborações das comunidades", disse.
Sobre não terem sido realizadas discussões, palestras ou qualquer outra atividade a respeito da atuação das entidades ou sobre os problemas de Bauru, ao contrário do ano passado, Silva explicou que o encontro não tinha esse objetivo. "Nós organizamos a festa querendo apenas reunir a população de Bauru como uma confraternização. Os trabalhos com cada comunidade são realizados durante todo o ano", afirmou.
De acordo com ele, o titular da Sear, Celso Donizetti, vem realizando um trabalho intenso no sentido de atender a população e discutir os problemas dos bairros como parte do projeto "Fale Direto com o Secretário". Silva salientou, também, que o candidato a prefeito, Tuga Angerami, esteve na festa para cumprimentar os trabalhos realizados pela equipe da Sear e pelas Associações de Moradores de Bauru.
Fabiana Aparecida Trevisan de Lima, secretária da Associação de Moradores do Parque City, e Antônio Raymundo Pereira Filho, presidente da Associação de Moradores do Alto Jaraguá, também discordaram que o encontro teve ares eleitorais. Ressaltaram que foram afixadas duas faixas no prédio da festa justamente para que os participantes fossem avisados de que naquele local estava proibida propaganda política.
Eles afirmaram que a decisão de fazer uma festa e não outro tipo de atividade, como discussão dos problemas da cidade, por exemplo, foi tomada pela comissão organizadora do evento, que reuniu representantes de cerca de oito associações de moradores. Ambos frisaram que a Sear, conforme a lei municipal que instituiu o Dia das Associações de Moradores, apenas coordenou a realização do encontro e que as atividades realizadas durante o dia foram sugeridas pelas associações de moradores.
Os líderes comunitários explicaram que a comissão decidiu-se pela festa porque o encontro do ano passado, com palestras, foi considerado massante e o que objetivava, neste ano, era uma confraternização. Fabiana e Antônio Raymundo afirmaram que a maior parte da despesa da festa foi paga com doações conseguidas pela comissão organizadora do evento. Eles próprios e outras pessoas da comissão disseram ter colaborado pequenas quantias, comprando produtos necessários para a realização da festa.