Área de núcleo gerou dívida de R$ 20 milhões
Oito anos separam a efetivação do Núcleo Bauru XIX do começo das obras do Programa de Lotes Urbanizados, que gerou uma dívida de R$ 20 milhões aos cofres municipais e um mandado de prisão preventiva expedido contra o ex-prefeito Antônio Izzo Filho.
O Programa de Lotes Urbanizados teve início em 1992 e compreendia, inicialmente, a urbanização de 2.456 lotes para posterior programa de moradias.
Destinado à população de baixa renda, o programa deveria ter sido terminado em um prazo de 12 meses. No entanto, ao final do governo Antônio Izzo Filho, apenas 909 lotes haviam sido urbanizados.
Na época, a Prefeitura contava com verba suficiente para urbanizar todos os 2.456 lotes. O dinheiro havia sido obtido por meio de empréstimo de R$ 10 milhões feito junto
à Caixa Econômica Federal (CEF) e dois convênios feitos junto ao governo federal. Um deles era com o Ministério da Integração Social e o outro com o Ministério da Ação Social, hoje extinto.
Com os dois convênios, a Prefeitura obteve mais Cr$ 7 bilhões
(cerca de R$ 3,5 milhões, sem juros, correção e atualização monetária) a fundo perdido. Esse montante, no entanto, foi desviado para pagamento, em parcela
única, da empreiteira Coesa pelas obras do acesso do trevo da Vila Santa Luzia ao Núcleo Mary Dota.
A Coesa, também responsável pelas obras de urbanização dos 2.456 lotes, está respondendo na Justiça pelo recebimento indevido do montante referente ao programa. Além dela, Antônio Izzo Filho, prefeito na época, e João Luiz da Silva Júnior, ex-secretário municipal de Finanças, são acusados de crime de responsabilidade. O caso está na 2.ª Vara da Justiça Federal de Bauru e está sendo analisado pelo juiz Heraldo Garcia Vitta.
Ao Município restou uma dívida de R$ 20 milhões, que foi federalizada e deverá ser paga em um prazo de 20 anos.