07 de julho de 2026
Geral

CRC

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

CRC fiscaliza profissionais

O delegado do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), Mauro De Martino Júnior, procurou o Jornal da Cidade para esclarecer um questionamento que está sendo feito por alguns empresários de Bauru desde que foi publicada matéria

(em 19/8) informando sobre a fiscalização que o CRC/SP está efetuando na cidade desde o último dia 21, prosseguindo até 25 de agosto. Segundo Martino Júnior, a fiscalização é desenvolvida junto aos profissionais que estão exercendo a função de contabilistas em empresas e estabelecimentos comerciais da cidade. Ou seja, não se trata de uma fiscalização nas empresas.

"A fiscalização está sendo feita junto aos profissionais que estão trabalhando como contabilistas; não tem nada haver com o comércio e com as empresas. O objetivo do CRC é verificar se essas pessoas são formadas e registradas. Quero deixar claro que não são as empresas o alvo das fiscalizações, e sim, os profissionais atuantes no setor contábil", esclarece o delegado regional do CRC.

De acordo com ele, as empresas e estabelecimentos comerciais servirão, apenas, como base para o levantamento de informações sobre os serviços que vêm sendo executados pela pessoa que está ocupando o cargo de contabilista. Essas informações serão colhidas por estagiários do curso de Contabilidade, que estarão sempre acompanhados por dois fiscais do CRC e poderão ser identificados por crachás.

O objetivo dessa ação, segundo Martino Júnior,

é descobrir se existem leigos trabalhando como contabilistas, o que caracterizaria uma situação irregular de trabalho. Se forem encontradas irregularidades, o CRC irá tomar as devidas providências junto ao profissional, ou não, que estiver atuando.

De acordo com Jorge Tenreiro Pires Madeira, fiscal do CRC/SP, a colaboração dos empresários no fornecimento de informações aos estagiários é muito importante para a própria empresa. "As pessoas que não estão aptas a exercer a profissão contábil, além de promover a desvalorização da classe, acarretam grandes prejuízos às empresas. Sem contar que os trabalhos realizados por elas não têm nenhuma validade legal", afirma.