Trio de Itapuí é acusado de estelionato
Texto: Adilson Camargo
Após abrir uma conta na CEF, dando endereço falso, os três moradores de Itapuí faziam compras pela região
Três pessoas estão sendo acusadas de estelionato e formação de quadrilha por emitirem cheques sem fundo em diferentes cidades da região. Osvaldo Fernandes Correia, 30 anos, Claudinéia Fernandes Correia Zenatti, 22 anos e Paulo César Zenatti, 28 anos, estão sob investigação da Polícia Civil de Itapuí depois que o gerente da agência da Caixa Econômica Federal, em Pederneiras, Mauro Antônio Gonçales, suspeitou do comportamento de um de seus correntistas.
Segundo informações passadas pelo gerente à polícia, Osvaldo Fernandes, residente em Itapuí, havia aberto uma conta na Caixa em Pederneiras com endereço falso. Fato que somente foi descoberto após uma suspeita do gerente em relação ao correntista. Suspeita esta que foi levantada após inúmeras consultas, junto
à agência da Caixa em Pederneiras, feitas por estabelecimentos comerciais de Bauru, Jaú, Pederneiras e Bariri que receberam os cheques sem fundo. Na sexta-feira, foi sacado todo o dinheiro que estava na conta, e segundo o gerente era uma quantia pequena.
Após ter descoberto que o endereço fornecido pelo correntista era falso, o gerente acabou descobrindo que o mesmo residia em Itapuí. Ele entrou em contato com a Polícia Civil de Pederneiras, que solicitou um mandado judicial de busca e apreensão. Com o mandado em mãos a polícia de Itapuí foi até a casa de Osvaldo e lá encontrou uma parte das mercadorias adquiridas. A outra parte estava na residência do casal Claudinéia e Paulo César.
Segundo o delegado Roberval Antônio Fabbro, Osvaldo era o titular da conta, por isso era quem assinava os cheques, Claudinéia seria a mentora de toda a ação e seu marido, Paulo César, seria quem conduzia os dois em sua kombi para fazer compras pela região. Osvaldo foi conduzido para a delegacia, onde foi ouvido e liberado em seguida. De acordo com o delegado, foi aberto inquérito policial para investigar o que realmente aconteceu. Paulo César, por ser funcionário da Prefeitura de Itapuí, além de ser acusado de estelionato e formação de quadrilha, também responderá por peculato (delito de funcionário público que se apropria de valor ou qualquer outro bem em proveito próprio ou alheio). A pena para quem é condenado por estelionato varia de um a cinco anos de prisão. Para formação de quadrilha são de um a três anos de detenção. E caso Paulo César seja condenado por peculato poderá receber pena de dois a doze anos de prisão.
Entre as mercadorias apreendidas pela polícia estão um freezer, dois aparelhos de TV, videocassete, forno elétrico e de microondas, motor de carro, combustível, aparelhos de som, pneus, fogão, aparelhos cirúrgicos, cilindro de oxigênio, estetoscópio, e muitas outras. O delegado Roberval pede para que comerciantes que eventualmente estejam de posse de algum desses cheques sem fundo emitidos por Osvaldo Fernandes Correia compareçam à Delegacia de Polícia Civil de Itapuí com as respectivas notas fiscais para ter o produto ressarcido.
Prefeitura
O prefeito de Itapuí Abibi Ázar disse em entrevista por telefone ao Jornal da Cidade que vai esperar que sejam concluídas as investigações da Polícia Civil para tomar qualquer providência contra o funcionário público Paulo César Zenatti. "Caso realmente fique provado que o funcionário cometeu atos ilícitos, nós iremos encaminhá-lo ao departamento jurídico da Prefeitura para que sejam tomadas as devidas providências.", garantiu o prefeito. Paulo César exerce a função de motorista. Atualmente, ele trabalha no Centro de Saúde da cidade.