07 de julho de 2026
Geral

DAE

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 4 min

DAE constata 250 ligações de esgoto irregular

Texto: Ieda Rodrigues

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) está notificando proprietários de 250 imóveis de vários bairros de Bauru que estão lançando água da chuva na rede de esgoto, o que é proibido. As últimas seis irregulares constatadas foram na quadra 13 da rua Floriano Peixoto, nos Altos da Cidade, onde várias casas, nesta semana, sofreram refluxo (retorno) de esgoto. Se a situação não for regularizada, os proprietários dos imóveis serão multados (a multa é de R$ 6,50 por mês).

O lançamento de água da chuva na rede de esgoto

é a principal causa do retorno de detritos para dentro os imóveis, segundo o presidente do DAE, Sérgio Silva Macedo. Ele ressaltou que a água da chuva deve ser canalizada para a sarjeta e, de maneira nenhuma, despejada na rede de esgoto, para não causar problemas.

Como o número de ligações de água da chuva na rede de esgoto é alta, quando chove, como ontem, aumenta o número de ocorrências de refluxo de esgoto e quem mais sofre é a população, disse Macedo. O pico de serviços de reparos na rede de esgoto ocorre em meses chuvosos, conseqüência das ligações irregulares, segundo ele.

O DAE inspecionou 14 imóveis da 13 da rua Floriano Peixoto, onde várias causas sofreram refluxo de esgoto nesta semana, conforme matéria publicada pelo JC nos Bairros. Dos 14 imóveis vistoriados, em seis deles foi constatado que a água da chuva estava sendo lançada na rede de esgoto. Em outras seis, pelo sistema de caixa de esgoto, a equipe do DAE não conseguiu concluir se há ou não irregularidade e outros sete imóveis da mesma quadra não chegaram a ser vistoriados porque nenhum morador foi encontrado ou, quando encontrado, não permitiu a vistoria.

Os proprietários dos seis imóveis da quadra 13 da rua Floriano Peixoto onde foi constatado o lançamento de

água da chuva na rede de esgoto, assim como outros cerca de 250 em toda a cidade, têm 30 dias para regularizar a situação. Ao final deste prazo, se não retirarem a água da chuva da rede de esgoto, passam a ser multados em R$ 6,50 por mês.

Conscientização

O presidente do DAE, Sérgio Macedo, ontem, acompanhado de Paulo Siecola e Isaar de Almeida, respectivamente diretor técnico e diretor da divisão de produção da autarquia, disse à imprensa que a população precisa conscientizar-se e não lançar água da chuva na rede de esgoto. Ele explicou que a tendência é os moradores das regiões mais baixas da cidade, nem sempre os que estão irregulares, sofreram com o refluxo.

O DAE, nas fiscalizações de rotina, vistoria cerca de 20 mil imóveis por ano. Desse total, cerca de 10% apresentam irregularidades quanto ao lançamento da água de chuva. Para resolver o problema é preciso que conscientização. Na hora de expedir o habite-se, a Prefeitura verifica se o lançamento de água da chuva está regular.

No entanto, conforme explicou Macedo, com o passar do tempo, às vezes o morador faz reformas no imóvel e passa a lançar a água da chuva na rede de esgoto. Outras vezes o problema ocorre porque a casa nem tem habite-se. Por isso, Macedo orienta sempre consultar um engenheiro para executar uma obra, mesmo que seja reforma.

Para tirar eventuais dúvidas, o DAE distribui folhetos que explicam como deve ser construída a caixa de inspeção de esgoto dos imóveis. Para solucionar o problema dos moradores da quadra 13 da rua Floriano Peixoto que estão regulares quanto ao lançamento da água da chuva, mas mesmo assim sofrem refluxo de esgoto, o DAE instalou, gratuitamente, válvula na caixa de inspeção de uma das casas.

Quando ocorre refluxo, é comum baratas saírem da rede de esgoto e invadirem as casas, como ocorreu na rua Floriano Peixoto, porque os insetos fogem da água para não morrerem. Sérgio Macedo disse que a operação

"mata-baratas" do DAE é permanente, mas que mesmo assim não é possível exterminar todas os insetos. A desinsetização na rua Floriano Peixoto, segundo ele, foi feita há cerca de 20 dias.

Lixo e objetos entopem rede de esgoto

Também é bastante freqüente em Bauru, segundo Sérgio Macedo, presidente do DAE, o entupimento da rede de esgoto da rua por causa de objetos e lixo, dos mais variados. Funcionários do DAE já acharam brinquedos, animais mortos, latinhas de alumínio, seringas, copos e pratos plásticos, isqueiros e até vestido de noiva na rede de esgoto entupida. A maioria desses materiais é lançada na rede de esgoto através das águas pluviais.

DAE

* Despejar água da chuva na rede de esgoto é proibido;

água da chuva deve ser canalizada para a sarjeta

* A rede de esgoto não tem capacidade para, além dos detritos, absorver a água da chuva

* Se receber água da chuva e esgoto, a tendência

é ocorrer refluxo (retorno) do esgoto para os imóveis

* O DAE vistoria cerca de 20 mil imóveis na cidade por ano

* 10% desses imóveis vistoriados despejam água da chuva na rede de esgoto

* Após notificação feita pelo DAE, o prazo para regularizar a situação é de 30 dias

* A multa, caso a água da chuva continue sendo despejada na rede de esgoto, é de R$ 6,50