07 de julho de 2026
Geral

Emei

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Pais vão ao Conselho Tutelar para exigir reforma de Emei

Texto: Ieda Rodrigues

A Associação de Pais e Mestres (APM) da Emei Stélio Machado Loureiro, que desde o ano passado vem reivindicando obras na escola, alegando riscos para as crianças, ontem pediu a intercessão do Conselho Tutelar de Bauru. A Emei, localizada na Praça Rodrigues de Abreu (Centro) é uma das mais antigas de Bauru e atende crianças na fase pré-escolar.

De acordo com as mães, a escada que dá acesso ao pátio, de seis degraus, não tem corrimão; o forro é velho e, em dias de chuva, apresenta goteiras; a areia do parquinho não é trocada; o galho de uma seringueira projeta-se sobre o pátio onde as crianças brincam, com risco de queda e as raízes dessa árvore, muito grandes, também representariam risco de tombo paras as crianças.

A reclamação dos pais e mães foi acatada pela vice-presidente do Conselho Tutelar, Darlene Martins Têndolo, que disse que vai oficiar a Secretaria Municipal de Educação a iniciar as obras urgentemente. A secretária de Educação, Isabel Algodoal, disse que estão programadas obras na Emeis, mas que a execução depende de disponibilidade de mão-de-obra por parte da Secretaria de Obras.

A dentista Elisabeth Banutuh, que tem uma filha de 3 anos estudando na Emei Stélio Machado Loureiro, contou que os pais, desde o ano passado, vem solicitando, através de ofícios, a poda do galho da seringueira que projeta-se sobre o pátio. Como até ontem a poda não foi feita, resolveram recorrer ao Conselho Tutelar por entender que as crianças podem ser atingidas pelo galho e se machucarem.

A APM, segundo Elisabeth, tem dinheiro para aterrar a parte do pátio da Emei onde as raízes da árvore que cresceram muito e estão à flor da terra, apresentando risco às crianças. No entanto, aterrando o pátio,

é preciso erguer o muro, que ficará muito baixo. Os pais também entendem que o forro das salas de aula está velho e a escada entre dois ambientes da escola precisa de corrimão.

Conforme contou a mãe de aluna e a secretária de Educação confirmou, a Emei Stélio Machado

é uma das três escolas que receberam R$ 21 mil para obras com a extinção do Fundo de Habitação dos Municipiários (FHM) - o valor total contribuído pela Prefeitura foi distribuído entre várias secretarias e a Secretaria de Educação recebeu verba para reforma de três escolas.

Elisabeth ressaltou que já faz um ano que o dinheiro está disponível e as obras não começaram. A vice-presidente do Conselho Tutelar disse que ontem mesmo abriu um processo para averigüação do caso. Ela deve vistoriar a escola hoje e, confirmando-se risco às crianças, vai exigir da Secretaria de Educação providências imediatas. Se os problemas não forem resolvidos, o Conselho Tutelar pode acionar o Ministério Público.

Isabel Algodoal disse ao JC que as obras nas outras duas escolas beneficiadas com a verba do FHM já começaram. Na Stélio Machado, a reforma deve começar assim que a Secretaria de Obras tiver mão-de-obra disponível. Já a poda do galho da árvore que projeta-se no pátio cabe à direção da escola tomar providências.