07 de julho de 2026
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Venda

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Alta do plástico ainda não é repassada aos brinquedos

Texto: Patrícia Zamboni

Em Bauru, as lojas especializadas na venda de brinquedos ainda não estão recebendo o repasse dos fabricantes. Dia das Crianças pode reservar surpresas

A alta de 46% no custo do plástico ainda não está sendo refletida nos preços dos brinquedos em Bauru, que permanecem os mesmos. De acordo com alguns gerentes de lojas especializadas consultados pela reportagem, o comércio ainda tem uma quantidade razoável de brinquedos que utilizam o plástico como matéria-prima em estoque, por isso, os preços para o consumidor final ainda devem demorar um pouco para serem alterados. Porém, quando os novos pedidos começarem a ser feitos, tudo indica que o reajuste comece a ser repassado, o que pode significar novos preços para as vésperas do Dia das Crianças, comemorado em 12 de outubro.

De acordo com Silas de Carvalho, gerente de uma grande loja de brinquedos instalada no Bauru Shopping, o reajuste dos preços ainda não chegou ao mercado. Na opinião dele, as mudanças devem começar a acontecer no final de setembro.

"Eu acredito que os novos preços começarão a ser repassados no final de setembro, o que significa que para o Dia das Crianças os preços dos brinquedos poderão estar mais altos do que agora", analisa Carvalho.

Leonésia Estrozi Carvalho, proprietária de uma loja especializada em brinquedos de pelúcia e plástico, diz que, por enquanto, o varejo não está precisando renovar o estoque. "Por enquanto, o varejo está com um bom estoque. Porém, acredito que os pedidos que forem feitos antes do Dia das Crianças às fábricas, já receberão uma nova lista de preços", diz Leonésia.

Contudo, a empresária acredita que o repasse não será feito de uma só vez. Caso contrário, o mercado não absorveria o aumento. "Eu acho que os fabricantes vão dividir o repasse para as lojas no momento da compra, porque se os 46% forem repassados de uma vez só, o mercado não agüenta. Para os lojistas, é interessante segurar ao máximo os preços, porque a concorrência é grande nesse setor", observa Leonésia.

Em sua loja, a empresária vai utilizar a estratégia de aplicar o preço médio ao consumidor, depois que os brinquedos comprados já estiverem com o preço mais alto. "Na minha loja eu vou fazer o preço médio. Ou seja, eu compro pelo preço novo, somo com o estoque que eu tiver e divido pelo número de peças. Esse resultado me indicará o preço médio que eu vou aplicar, porque não dá para repassar o aumento integral. Hoje em dia, vende mais quem tem preço melhor e qualidade", analisa a empresária.

Na opinião dela, a maioria das lojas irá trabalhar com o preço médio. "Eu acho que na maioria do comércio é isso que vai acontecer. Talvez, as grandes redes de lojas de brinquedos tenham um sistema diferente de trabalho. Na verdade, o aumento de preços ao consumidor vai depender de quem tem estoque e quem não tem", diz Leonésia Carvalho.

Edna Shizue Kimura, gerente de outra loja especializada em brinquedos, diz que nenhum dos fornecedores com os quais a loja trabalha falou em aumento de preços, até o momento. Em relação ao Dia das Crianças, a gerente acredita que os preços não serão alterados pela empresa na qual trabalha até essa data, pelo fato da loja já estar fazendo pedidos para aumentar o estoque, com o objetivo de atender à demanda da época.