07 de julho de 2026
Geral

Turistrem

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru será sede da Turistrem

Texto: Fabiana Teófilo

A realização do projeto de turismo integrado entre ferrovia e hidrovia está dependendo da Ferroban, que é a responsável pelo trajeto ferroviário

Com o objetivo de implantar o Turistrem, projeto de turismo integrado entre hidrovia e ferrovia, em Bauru e região, a assessora da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, Nilda Adbo Gorayb Flório, esteve ontem em Bauru reunida com representantes de alguns municípios da região. A viabilização do projeto está na pendência de uma autorização da Ferroban, que é a responsável pelos trajetos ferroviários pertencentes ao projeto.

O projeto é da Comissão Provisória de Estudos para a Implantação do Projeto de Turismo Regional, que criou a idéia de unir o turismo hidroviário, já existente, ao turismo ferroviário, que deverá ser implantado. De acordo com Nilda, Bauru deverá ser a sede da Turistrem.

A assessora da Secretaria de Turismo de São Paulo disse que a Ferroban está realizando um estudo para verificar os custos para colocar o projeto em prática. "Nós teremos que usar a rede aos sábados, domingos e feriados. Então, a Ferroban tem que estabelecer os horários e os dias", explicou.

O ideal, de acordo com a assessora, é conseguir disponibilizar quatro vagões de passageiros por região, sendo que todos ficariam centrados em Bauru. "Com essa quantidade, poderíamos atender toda a região em dias alternados. Faríamos um cronograma alternativo, beneficiando toda a região", afirmou.

De acordo com Nilda, a Novoeste, de Bauru, deu o aval para o projeto e deverá oferecer apoio para a realização.

"A Novoeste poderá colaborar na parte de oficinas e galpões para guardar os vagões", afirmou. Não se sabe ainda o custo total para a implantação do projeto, porém cada vagão, de acordo com o superintendente administrativo da Novoeste, José Homero Elias, deve ficar, em média, R$ 2 mil.

Empenho

Para Nilda, ainda falta o envolvimento do trade turístico da região, ou seja, todos os setores ligados à área devem se mobilizar para a realização do projeto.

"A rede hoteleira, de restaurantes e agências, todas devem trabalhar juntas. Não se pode falar em turismo ferroviário isolado dos outros segmentos, porque um complementa outro", disse.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Bauru, Roberto Rufino, a implantação do projeto

é de grande importância para a cidade. Ele acredita que o setor vai impulsionar o desenvolvimento turístico da região, além de gerar renda e criar novos empregos. Estão participando do projeto, 22 municípios da região. Todos têm o objetivo de incentivar o desenvolvimento turístico de sua região.

Cada município possui o seu atrativo e, de acordo com Nilda, o ideal é unificar forças para que se realize um bom trabalho. As cidades como Barra Bonita, Bariri, Botucatu, Jaú, Pederneiras, Agudos, Ibitinga, Piratininga e Bauru são algumas que estão envolvidas no projeto e se empenham para sua realização.

Dificuldades

A maior dificuldade para a realização do projeto

é a compra de máquinas e vagões. De acordo com a assessora da Secretaria de Turismo, Nilda Flório, os carros desaparecem depois de descobertos. Ela disse que esteve tentando levantar onde ainda há vagões para ver a possibilidade de adquiri-los. Mas em alguns lugares que visitou e constatou a existência desses carros, algum tempo depois, os mesmos desapareceram. "Eles botam fogo", afirmou.

Nilda contou, ainda, que sabe de vagões que serão leiloados para sucata, mas tem dificuldade em comprá-los. De acordo com o superintendente administrativo da Novoeste, José Homero Elias, depois que a comissão definir quais são os carros e as locomotivas que querem e necessitam, ele pode intervir para a aquisição. "É necessário, primeiramente, saber quais são e catalogar esses carros, só depois eu poderia ver a possibilidade de conseguir esses vagões", afirmou.