07 de julho de 2026
Geral

Fenaban

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Bancários não aceitam proposta da Fenaban

Texto: Patrícia Zamboni

A Executiva Nacional dos Bancários considerou a contra-proposta da Fenaban muito ruim. Novas negociações serão tentadas

Os bancários não aceitaram a contra-proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), apresentada durante a segunda rodada de negociações referente

à campanha salarial da categoria. De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Marcos Silvestre, a Fenaban propôs 5% de reposição salarial; Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 80% do salário, mais R$ 400,00 divididos em duas parcelas, sendo uma a ser paga após a assinatura do acordo coletivo e, a outra, até março de 2001; e a retirada do adicional por tempo de serviço

- que segundo Silvestre, os bancários têm garantido através de convenção coletiva -, pagando uma indenização de R$ 1 mil a cada bancário.

Na pauta de reivindicações da categoria, entre os percentuais de reposição salarial, produtividade e PLR em relação ao resultado bruto dos bancos, a soma é de aproximadamente 30%, além do pedido de estabilidade no emprego.

De acordo com Silvestre, na avaliação da Executiva Nacional dos Bancários, a proposta é "muito ruim", e os sindicalistas continuarão tentando novas negociações. "A Executiva Nacional considerou a proposta da Fenaban muito ruim, principalmente, no que diz respeito ao reajuste salarial, que sequer repõe a inflação do período e não corresponde à lucratividade dos bancos, que foi enorme no último ano", diz Silvestre.

Outro ponto polêmico é a extinção do adicional por tempo de serviço. "No nosso entendimento, se isso for aceito vai acontecer uma série de demissões no setor bancário, principalmente entre os funcionários mais antigos das empresas", avalia Marcos Silvestre.

Diante do impasse, a Executiva Nacional dos Bancários vai dar início a um calendário de mobilizações com o objetivo de pressionar os banqueiros. Segundo Silvestre, se a intransigência for mantida, é possível que venha a ser marcada uma data para greve da categoria. Porém, isso será definido nas próximas semanas. Por ora, novas negociações e assembléias continuarão sendo propostas pela Executiva.