08 de julho de 2026
Geral

Telefonica

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 4 min

Braço de segurança da Telefonica quer ganhar mercado brasileiro

Texto: Paulo Toledo

Sem muito alarde, desde fevereiro, está operando no País a Telefonica Engenharia e Segurança do Brasil (Tesb), um braço de segurança da espanhola Telefonica. Com atuação em cinco países, a empresa de segurança aposta em seus equipamentos de alta tecnologia para segurança eletrônica e na possibilidade do aproveitamento da tecnologia e do know-how de telecomunicações da Telefonica para ganhar o mercado brasileiro, principalmente de segurança bancária, na qual é especializada. Além disso, está fazendo uma parceria com a empresa bauruense Wallor Sistemas de Segurança.

Inicialmente, a Tesb assumiu toda a segurança da Telefônica no Brasil, numa política de controle global da segurança do grupo. A atuação começou no Estado de São Paulo, onde controla a telefonia fixa, e se estendeu para o Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, Sergipe e Espírito Santo, Estados em que é concessionária de serviços de telefonia móvel celular.

Eugenio Peñalver Garcia, gerente geral da Tesb, um espanhol sorridente que está à frente da empresa no País, destaca que a intenção da empresa é atender aos grande clientes da Telefonica no Brasil, a empresa-mãe. De acordo com ele, os alvos principais são os bancos, tipo de estabelecimento que a empresa se especializou na Espanha, e outras grande corporações, que têm muitos prédios, oficinas e sucursais, como as concessionárias de energia elétrica.

A Tesb, revela Garcia, já está desenvolvendo trabalho junto a algumas empresas brasileiras. Porém, somente do Grupo Telefonica, já está cuidando da segurança de cerca de 700 prédios no Brasil, em pouco mais de seis meses de Brasil. "Montamos uma equipe de trabalho somente com brasileiros. O único espanhol sou eu. Queremos fornecer e dotar uma estrutura de engenharia de segurança eletrônica, com técnicos e engenheiros treinados no Brasil", destacou.

Além disso, para cuidar da parte de monitoramento, a Tesb está desenvolvendo uma parceria com a empresa Wallor, do bauruense Ricardo José de Oliveira, que tem escritórios em São Paulo e Bauru.

Na parceria, a Wallor vai trabalhar com o monitoramento externo de locais nos quais a Tesb colocar seus equipamentos. A escolha veio depois de um teste com outras seis empresas nacionais. Para ele, a empresa do bauruense tem algumas qualidades fundamentais como ser "limpa" - não ter problemas no mercado

-, além do fato de, apesar de pequena, ter uma estrutura de grande, com departamento de treinamento, com psicologia, departamento de homologação que atende às normas ISO 9000 e um forte departamento comercial.

Garcia destaca que o mercado brasileiro tem um grande potencial, em razão da crescente insegurança que vem afetando o País. Assim, acredita que um trabalho baseado na agilidade e na confiabilidade de cumprimento do que promete, poderá propiciar um rápido crescimento no mercado nacional de segurança.

Além disso, destaca, a Tesb tem um ponto fundamental, que

é o fato de ser um braço de uma empresa de telecomunicações, da qual poderá utilizar todo o potencial técnico e know-how disponível. Garcia lembra que vários assaltos a condomínios importantes, em São Paulo, não puderam ser evitados porque, apesar de terem um bom sistema de segurança, com câmeras de TV e detetores perimetrais, não estavam interligados externamente. "Tem que ser rápido e eficiente. E, as câmeras de TV têm que levar as imagens para fora, para empresas de monitoramento", afirmou, lembrando que poucas empresas no mundo têm a tecnologia que a Tesb possui para transmissão de imagens pelas linhas da Telefonica, concomitantemente com dados de alarme e com voz, de forma bidirecional.

O executivo defende que o Brasil necessita implantar uma legislação sobre segurança eletrônica, que regule a tecnologia a instalar. Lembra que a norma que existe abrange somente a parte de segurança física. Ele lembra que, na Europa, principalmente na Espanha, essas normas já existem e são muito respeitadas. As companhias de seguro, por exemplo, cobram menos das empresas que seguem as normas. O preço do seguro está diretamente ligado aos dispositivos instalados no local.

A Telefónica Inginieria de Seguridad (TIS), o nome espanhol da Tesb, foi criada na Espanha há 16 anos. No ano passado, apresentou um faturamento global de US$ 25 milhões com a venda e implantação de sistemas eletrônicos de segurança. Além de Espanha e Brasil, a empresa está no Chile, Argentina e Peru.

Atuação globalizada

O diretor da Wallor, Ricardo Oliveira, diz que o trabalho com a Tesb é de fundamental importância, pois é a efetivação de uma parceria com uma empresa que atua no mercado globalizado, com renome e experiência na

área de sistemas de segurança eletrônico. Além disso, concretiza a vinda da tecnologia desenvolvida pela empresa espanhola para o Brasil.

Para Oliveira, a parceria com a Tesb deve alavancar o crescimento da Wallor no mercado nacional de segurança. "Acredito que estamos escrevendo uma nova página da segurança privada no Brasil. A chegada dessa tecnologia marca uma nova fase na área de segurança privada, principalmente no que diz respeito à segurança eletrônica", afirmou.