07 de julho de 2026
Geral

Violência

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 4 min

Pederneiras registra noite violenta

Texto: Tânia Fonseca

A noite do feriado começou com a fuga de sete presos da cadeia e terminou com o arrombamento do prédio da Nossa Caixa

O setor policial de Pederneiras viveu anteontem uma das noites mais agitadas dos últimos tempos. Logo após o escurecer, por volta das 19h, a população moradora das proximidades Cadeia Pública foi surpreendida com detentos correndo pela rua e acionou a polícia que iniciou, então, a busca pelos sete fugitivos que acabavam de deixar a prisão. Na mesma noite, não se sabe exatamente o horário, o prédio da Nossa Caixa foi arrombado por supostos ladrões que usaram equipamentos como maçarico, por exemplo, para a prática criminosa.

No caso da Nossa Caixa, a direção do banco acionou a polícia de Pederneiras ontem pela manhã, mas negou-se a prestar qualquer informação à imprensa durante todo o dia. Portanto, não sabe se os arrombadores levaram algo e se levaram, quanto levaram.

Segundo o delegado assistente da Delegacia Seccional de Bauru, Carlos Alberto Abrantes, até ontem à noite, a polícia investigava o arrombamento, mas não tinha muitas pistas. Sabe-se, segundo Abrantes, que o prédio não contava com vigias. Uma relação entre a fuga na cadeia e o arrombamento do banco não está totalmente descartada, segundo o delegado, mas também não havia, até ontem, indícios de ligação entre uma ocorrência e outra.

Quanto à fuga na cadeia, essa é a segunda desde julho, quando outros sete detentos já haviam deixado a prisão. Dos sete que fugiram anteontem, só três haviam sido localizados até a tarde de ontem.

Nesta última fuga, os presos serraram uma grade de ferro e após ganhar o interior da cadeia, renderam o carceiro que estava de plantão e saíram para a cidade. De acordo com a polícia, a cadeia de Pederneiras, assim como muitas outras em todo o Estado, está susperlotada.

Vereador tem 2º carro furtado em um mês

Três moradores de Bauru, sendo dois menores de idade, foram flagrados pela Polícia Militar de Duartina, anteontemn

à noite, ocupando um Chevete que havia sido furtado em Pederneiras no último dia 5 à noite. A vítima

é o vereador Juarez Solana, de Pederneiras, que ainda nem havia recuperado o prejuízo sofrido há cerca de um mês, quando teve um Monza também furtado.

A família do vereador está revoltada e assustada com a ousadia dos marginais que num pequeno espaço de tempo, conseguiram lhe causar um grande prejuízo. O primeiro carro, o Monza, foi furtado quando estava estacionado em frente à residência da família. Até ontem não havia sido recuperado e o pior é que a vítima ainda paga as prestações do automóvel adquirido através de financiamento.

Com o Chevete, o prejuízo foi um pouco menor porque o veículo foi localizado pela PM de Duartina, dois dias após o furto. Assim como aconteceu com o Monza, o Chevete também foi levado quando estava estacionado numa rua de Pederneiras, durante uma curta ausência do proprietário.

A PM de Duartina suspeita que após arrombar o Chevete na noite da última terça-feira, o ladrão, ou ladrões, tenham feito ligação uma direta para levá-lo.

A apreensão do Chevete furtado foi possível porque, segundo o sargento Penedo, dois policiais de Duartina desconfiaram quando o carro, com placas de Bauru, chegou à cidade na noite do feriado de 7 de setembro e seus ocupantes o deixaram nas proximidades da Prefeitura e desceram a pé para a praça.

Diante das suspeitas surgidas, os soldados Leite, Lívio, Gonçalves, Altair, Donizete mais o sargento Penedo abordaram os três rapazes na rua Expedicionário Antonio Aparecido. Segundo o sargento Penedo, os suspeitos entraram em contradições quando explicavam a forma como chegaram até a cidade, o que levou os policiais até o veículo. Em revista feita no carro, os policiais descobriram alguns pertences do vereador pederneirense e os rapazes, então, teriam acabado admitindo que tratava-se de um furto.

Ainda ontem, familiares do vereador se mostravam indignados com a facilidade com que se furtam carros hoje em dia. "Além do prejuízo material, há que se considerar também o desgaste emocional", dizem.

No caso do Chevete, após deter Adriano Daniel, 25 anos, e os menores V.S. 17 anos, e V.D.V.J. 17 anos, os policiais militares apresentaram os três na Delegacia de Polícia de Duartina para que o delegado dê continuidade às investigações. Os três são de Bauru.