07 de julho de 2026
Geral

Leila Pinheiro

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Leila Pinheiro se reencontra com dois mestres

Show marca o lançamento de "Reencontro", décimo

álbum da cantora, com repertório baseado na obra dos compositores Ivan Lins e Gonzaguinha

Já em sua estréia, em Belém do Pará, Leila Pinheiro subiu ao palco e interpretou duas canções de Gonzaguinha, "Começaria Tudo Outra Vez" e

"Sangrando", e Ivan Lins, "Mãos de Afeto", composição também presente em seu álbum de estréia, independente, acompanhada pelo piano do autor. Vinte anos e dez álbuns depois, Leila se reencontra com a obra destes grandes compositores que marcaram sua carreira e lança "Reencontro" (Emi-Odeon).

O CD traz 12 faixas, duas inéditas e dez regravações, produzidas por Guto Graça Mello, e concepção e arranjos de base de Leila e Márcio Lomiranda. O trabalho

é a base da apresentação que a cantora apresenta sábado (16), 21 horas, na Associação Luso-Brasileira

(Luso).

"Continuo obsessiva na busca da extrema beleza e qualidade. Acho cada vez mais necessário regravar canções antigas e bonitas e remoçá-las, injetar frescor e claridade ao que possa já estar datado. E foi assim que fiz agora, principalmente porque a maior parte das canções que escolhi são das décadas de 70 e 80", diz a cantora.

Agora, o Brasil poderá ter o mesmo prazer que a cantora teve ao gravar, no Rio de Janeiro, seu "Reencontro", na turnê que se inicia em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo e depois percorre todo o país.

O time que ajudou Leila a levar ao palco o clima de "Reencontro" também só traz feras. Denise Bandeira assina a direção e, ao lado da cantora, o roteiro do show. Gulli Seara e Lúcia Nemer, que novamente assinam a capa do CD, também criaram o cenário, que é iluminado por Ivan Marques (criação) e Jorge Luís (execução). A orientação corporal é de Márcia Rubin. Leila é responsável pela direção musical e arranjos. Um trio formado por Bombom (baixo elétrico e violão), Vitor Bertrami

(bateria e bongô) e Adriano Souza (teclados) acompanha Leila Pinheiro no show, que tem repertório baseado no CD.

Mostrando diversas fases dos dois compositores, o show é dividido em blocos: Depois de uma pequena e impactante vinheta de abertura criada por Márcio Lomiranda, Leila canta de um fôlego só, três canções absolutamente felizes: "Caminhos do Coração", de Gonzaguinha, e "Iluminados" e "Vitoriosa", de Ivan Lins e Vitor Martins.

O "bloco anos de chumbo" na seqüência, traz

"Recado" e "É..." de (Gonzaguinha),

"Antes que seja tarde" e "Aos nossos filhos" de (Lins e Martins).

Neste show não poderiam faltar boleros, já que Gonzaguinha compôs grandes clássicos do gênero. "Começaria Tudo Outra Vez" inicia esse momento, e abolera outros 2 grandes hits: "Explode Coração" e "Grito de Alerta". "Começar de Novo" de Ivan Lins e Vitor Martins, entra na roda e também cai no clima intimista da clave e do bongô.

"Influências" é como Leila e Denise Bandeira se referem ao próximo bloco do show. Milton Nascimento e Caetano Veloso aceleraram o desabrochar do compositor Ivan Lins, segundo ele próprio. Leila canta ("Nada será como antes"), parceria de Milton com Ronaldo Bastos. E de Caetano, aqui parceiro de Gilberto Gil, Leila canta ("No dia em que eu vim-me embora") do primeiro disco solo de Caetano

(1967).

Gonzaguinha era fã declarado de Lupicínio Rodrigues, principalmente na voz de Jamelão, e dele, Leila canta o clássico ("Quem há de dizer"), parceria de Lupicínio com Alcides Gonçalves. De seu pai, o mestre Luiz Gonzaga, rei do baião, canta ("Imbalança") parceria de Lua com Zé Dantas.

O show traz ainda muitas outras canções, mas é melhor guardar surpresas. E quando o público deixar o teatro, com certeza feliz, Leila Pinheiro também assim vai estar, depois de cantar algumas das mais belas canções da música popular brasileira, compostas por Ivan Lins e Gonzaguinha.

Serviço

Leila Pinheiro e banda. Sábado (16), 21 horas, na Associação Luso-Brasileira (Luso). Apoio: 96 FM, Jornal da Cidade e Tatiele Papelaria e Informática.