Equipe da DIG/Garra faz curso de explosivo na Capital
Texto: Rita de Cássia Cornélio
Policiais Civis da DIG/Garra de Bauru participaram de um curso de explosivos na Capital, no final do mês passado. O objetivo do curso foi aperfeiçoar os policiais para agirem corretamente numa ação de desarmamento ou explosão de bombas. A polícia está preocupada com o grande número de ameaças a bombas que estão "pipocando" em todo o País.
O curso ainda tem mais três fases que serão desenvolvidas na Academia de Polícia em São Paulo. A equipe enviada para o curso, gravou todas as informações que serão repassadas a todos os policiais civis de todas as unidades, explica o titular da DIG/Garra, delegado José Jorge Cardia. "Tivemos aulas teóricas e práticas. Gravamos tudo e estamos editando para repassar as informações. "
Os freqüentadores do curso irão atender Bauru e região, quando ocorrerem fatos relacionados a explosivos. "A Academia de Polícia Civil organizou o curso e o Deinter-4, através de seu diretor, Anivaldo Registro, escolheu uma equipe da DIG/Garra para frequëntar o curso e se tornar multiplicador de informações." O curso teve a participação de 47 policiais; entre delegados de polícia, investigadores, escrivãos e agentes policiais.
O curso, com duração de três dias, foi dividido em duas partes; teórica e prática. A equipe de Bauru foi formada pelo delegado; J.J.Cardia; José Porfílio da Silva(chefe dos investigadores) e Gleiner Adriano Cardia(investigador). A teoria ficou a cargo dos professores Cláudio Penteado Cordeiro e José Ângelo Ricardo. A prática foi ministrada pelo capitão PM, do Gate, De Lucca.
O curso, segundo Cardia ofereceu noções importantes sobre os novos tipos de explosivos que estão sendo usados pelos autores de atentados. "Tivemos noção dos tipos de explosivos existentes. De como se deve proceder num local onde há o anúncio de uma bomba." Na prática, os policiais experimentaram a sensação de desarmar ou explodir bombas.
Como identificar chamadas
Uma das novidades do curso de explosivos foi uma outra maneira de identificar "trotes" de bombas. É lógico que a polícia não vai divulgar, mas segundo Cardia, um novo esquema de agir da polícia, facilita a identificação dos autores do anúncio de bombas."
Antigamente, segundo o titular da DIG/Garra, 95% das informações de bombas, eram falsas. "Este número baixou para 65% neste ano, graças ao trabalho de aperfeiçoamento dos policiais civis." Ele explica que em função disso é que a Polícia Civil está aperfeiçoando os policiais. "O Dr. Anivaldo Registro sentiu que havia necessidade de ter uma equipe especializada em Bauru e região. Já desmontamos bombas em Bauru. Tínhamos a prática, agora temos também a técnica, aperfeiçoada."
Cartas aterrorizantes
Um grande número de explosivos estão sendo usados no País todo para aterrorizar. A rede de comunicação mundial pode estar sendo usada para disseminar informações sobre explosivos no Brasil, arrisca o delegado da DIG/Garra, J.J.Cardia.
"A facilidade de comunicação entre os paises e a fácil aquisição de produtos químicos que, separadamente não produzem efeito algum, mas que em conjunto podem se tornar explosivos potentes tem despertado a atenção dos autores de artefatos."
De acordo com o delegado, os atentados a bombas em alguns países já era normal. No Brasil, este tipo de ocorrência vem crescendo, especialmente nas metrópoles e preocupa a polícia. "Os últimos atentados
à bombas ocorridos em São Paulo, por exemplo, podem ser importados. Os Skinheads são originários da Inglaterra. Na Alemanha também, há grupos que usam explosivos para provocar atentados. Acreditamos que os atentados no Brasil tenham a influência externa desses grupos."
O delegado lembra que os países mais eficientes em desarmes e explosões de bombas são: Israel, Inglaterra e Espanha. " Na Inglaterra, em virtude do Irlanda do Norte e Sul. Na Espanha, devido ao grande número de atentados
à bomba nos países Bascos, que lutam pela independência Basca.
Cardia ressalta que os autores de artefatos estão se especializando.
"Eles obtêm informações através da rede mundial de comunicação e se especializam. A polícia precisa acompanhar esta evolução para poder agir no momento certo e de maneira correta. Dando segurança para a população e para os policiais."