08 de julho de 2026
Geral

Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

Em Confiança

Leonardo de Brito

EMOÇÃO E QUEBRAS

Michael Schumacher correspondeu às expectativas dos fanáticos torcedores da Ferrari e conquistou o Grande Prêmio da Itália. Depois de uma séries de más corridas, o GP de ontem em Monza representava um desafio para Schumacher, pois a pressão era grande. Uma novo fracasso traria graves conseqüências para a sua briga pelo título mundial. Após cruzar a linha de chegada, à frente do rival Mika Hakkinen e do seu irmão mais novo, Ralf, Michael Schumacher compartilhou sua alegria como os torcedores. Alguns deles chegaram a beijar o traçado de Monza. Depois da festa, veio o choro. Na entrevista coletiva à imprensa, Schumacher não conseguiu conter as lágrimas. A emoção era muito grande. "Não tenho palavras para traduzir o que sinto. Esta 41ª vitória, como Senna conseguiu, é demais para mim", disse o piloto alemão, com a voz embargada. Se a chegada foi repleta de emoção, a largada foi marcada por um acidente envolvendo vários carros. Heinz Harald Frentzen bateu na traseira da Ferrari de Rubens Barrichello e encostou na Jordan de Jarno Trulli. Uma chuva de peças, elementos e rodas cobriu o circuito de Monza. Pedaços dos carros atingiram um bombeiro que se aproximava para ajudar os primeiros acidentados. Apesar dos esforços dos médicos, o jovem, de 30 anos, morreu pouco depois, no hospital de Monza. Pedro de la Rosa, espanhol da Arrows, teve sorte e saiu ileso depois de capotar várias vezes. Sete pilotos foram obrigados a abandonar a prova, entre eles David Coulthard, da McLaren, equipe de Mika Hakkinen, que ficou em segundo lugar no GP, mas segue líder do Mundial de Fórmula 1.

DECEPÇÃO

Mesmo saindo na frente, o Corinthians não conseguiu segurar o melhor ataque da Copa João Havelange e acabou empatando por 1 a 1 com o Vitória. Com mais esse escorregão, o Timão completou seis partidas sem vencer e chegou aos 11 pontos ganhos em dez partidas disputadas até agora. Uma péssima campanha. Aliás, já corre o risco de não se classificar para a próxima fase da Copa João Havelange.

BOA, VERDÃO

Em uma partida bem disputada, o Palmeiras portou-se bem e empatou com o supertime montado pelo Flamengo. O Alviverde, no entanto, continua imprevisível, porque vinha de dois tropeços, jogando mal contra o São Paulo (Copa João Havelange) e Cruzeiro (Copa Mercosul). O jogo de ontem à noite no Maracanã começou disputado e com muita correria, mas sem objetividade. O Palmeiras foi mais ofensivo e levou perigo

à meta rubro-negra nos dez primeiros minutos do jogo. Daí em diante, o Flamengo assumiu o domínio do meio campo, mas sem conseguir finalizar. Porém, o Verdão foi determinado e voltou a criar ótimas chances no fim do jogo. O gol do Porco só não saiu porque seus atacantes não tiveram sorte nas finalizações. O empate acabou sendo um bom resultado para o time carioca, e até certo ponto injusto para o time paulista.

MEUS TIMES

Em jogo bom e movimentado, principalmente no segundo tempo, o São Paulo acabou com a alegria do Fluminense, vencendo-o por 2 a 0, chegando aos 15 pontos e melhorando sua colocação da Copa João Havelange. Diante do líder, o Tricolor teve de aproveitar apenas o fator campo para se impor, já que, a exemplo do que vem acontecendo em todas as rodadas da competição, a torcida são-paulina não compareceu em bom número ao Morumbi. Ainda no sábado, num jogo em que eu torcia pela coluna do meio, o Santos venceu Santa Cruz por 1 a 0 e conquistou sua quinta vitória na Copa João Havelange, chegando agora aos 18 pontos ganhos em 11 partidas. O Flu perdeu, mas o Peixe venceu. Como já comentei algumas vezes, tenho um time em cada Estado, País ou cidade - em Campinas sou Guarani, por exemplo. Torço pelo Santos em São Paulo, Fluminense no Rio, Santa Cruz em Pernambuco, Inter no Sul, Cruzeiro em Minas, Borussia Dortmund na Alemanha, Milan na Itália, Benfica em Portugal, etc. e tal.

SEM PAPO

Romário não poupou Zico nem o técnico Wanderley Luxemburgo. Participando de um programa da Rede Globo, o atacante do Vasco e da Seleção Brasileira afirmou que não quer mais jogar ao lado de Edmundo, com quem atuou no Flamengo e, no início deste ano, no Vasco. "Eu não gostaria mais de ter a oportunidade de jogar com o Edmundo. De agora para frente, gostaria o menos possível de jogar com ele. Ele fala um dia uma coisa e depois outra. Não sabe o que diz".

DEFESA

Um dia depois de escolher atuar com a camisa de número 88 do Parma, o goleiro Buffon procurou se defender das acusações de que se simpatizava com o nazismo. O número é um símbolo do movimento nazista e era usado como saudação ao ditador Adolf Hitler. A saudação Heil-Hitler tem como símbolo o H, oitava letra do alfabeto. Buffon ficou indignado com as acusações e garantiu não ser simpatizante do nazismo. "Minha família me ensinou a respeitar os demais. Me ensinaram sobre o Holocausto e o movimento contra os judeus. Ser acusado de simpatizar com o nazismo me causa horror e profunda dor", disse Buffon, que admitiu a possibilidade jogar o Campeonato Italiano com outro número na camisa.

TORCEDOR

Ainda garoto, o amigo Pedrinho Mudanças não perdia jogos do Noroeste, inclusisve fora de Bauru. E já esteve em quatro Copas do Mundo.

BRILHANTES

Marat Safin conquistou seu primeiro título do Grand Slam, ao sagrar-se campeão do Aberto dos Estados Unidos. O tenista russo venceu na final de ontem, em Nova York, nada mais nada menos do que o primeiro colocado da Corrida dos Campeões, o norte-americano Pete Sampras. Na final do torneio feminino, sábado, deu Venus Williams. A norte-americana consolidou uma ótima temporada, conquistando dois dos quatro torneios do Grand Slam do circuito WTA. Os torneios do Grand Slam são os Abertos da Austrália, França, Wimbledon e dos EUA.