07 de julho de 2026
Geral

Fuga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Preso foge do HB e é recapturado em seguida

Texto: Rita de Cássia Cornélio

Com um clipe de segurar papel, o preso Marcos de Oliveira Cintra, 26 anos, conseguir abrir as algemas e fugir do Hospital de Base, onde aguardava para se submeter a uma cirurgia, na madrugada de ontem. O preso, que tem 12 anos de cadeia para cumprir, foi recapturado logo em seguida. Porém, a fragilidade da segurança ficou explícita.

A fuga aconteceu por volta das 3 horas da madrugada de ontem. O preso estava sendo escoltado por um agente penitenciário e mesmo assim conseguiu sair do hospital e andar cerca de 500 metros. Ele Foi recapturado pela Polícia Militar na quadra 4 da rua Alfredo Ruiz. Há informações estra-oficiais de que o agente penitenciário cochilou, o que facilitou a fuga do preso.

O preso, de acordo com a PM, estava internado no HB para ser submetido a uma cirurgia no braço esquerdo. A guarda estava sendo feita apenas por um agente penitenciário, apesar da periculosidade de Cintra.

Ele chegou à Penitenciária II de Bauru vindo da Penitenciária de Casa Branca, região de Araraquara. Estava em trânsito pela Penitenciária II, segundo o diretor da Penitenciária I, Wilson Elorza Júnior.

"A pena dele é de 12 anos e dois meses de prisão por vários crimes e não de 50 anos, como foi divulgado por alguns veículos de comunicação", disse.

A ficha criminal de Cintra tem 32 páginas, segundo a Polícia Militar. Dentre os crimes cometidos por ele estão: roubos, furtos e receptação de produtos ilícitos. Cintra também é acusado de usar nomes e RGs falsos. Um dos nomes usados por ele é Marcelo Alves Filho.

Sindicância

O diretor da Penitenciária I, Wilson Elorza Júnior, explicou que foi instaurada uma sindicância para apurar a fuga de Cintra. "Se houve falhas do agente de segurança, ele será punido", garante.

De acordo com ele, se houve desatenção por parte do funcionário público, a punição poderá variar desde uma simples repreensão a 15 dias de suspensão. "Instauramos a sindicância para saber em que situação ocorreu a fuga. Se o agente estava no lugar que deveria estar, etc", explicou.

A custódia de preso é um problema para as penitenciárias de Bauru, segundo o diretor da PI. "Qualquer deslocamento de preso cabe uma escolta da PM. Porém, a guarda do preso fora do presídio eu entendo que seja de competência da polícia, mas eles alegam que não há efetivo suficiente para fazer a custódia".

Por outro lado, a penitenciária não pode deixar de prestar socorro, segundo Júnior. "Se o preso está doente e precisa de socorro, temos que levá-lo ao atendimento médico. Caso contrário, corremos o risco de responder por omissão", disse. O diretor ressalta que os agentes que fazem custódia de presos estão orientados a acionar a Polícia Militar, o mais rápido possível, em caso de fuga.

O capitão Reginaldo Souza Braga, responsável pela segurança nos presídios de Bauru, garante que a guarda do preso, fora do presídio não é de competência da PM. "Nós somos responsáveis pela escolta. A guarda do preso, fora do presídio, é de competência da penitenciária", disse.