Moradores reclamam de barulho do rodeio no Sambódromo
Texto: Ieda Rodrigues
Vários moradores dos condomínios Parque das Camélias e Flamboyants reclamaram ao JC do volume do som do rodeio e baile realizados anteontem à noite no Sambódromo e disseram que a festa não tinha alvará. Iraci Paino Silveira, uma das reclamantes, disse que não conseguiu dormir enquanto a festa não acabou, já de madrugada.
A Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan), que também recebeu reclamações - cerca de dez -, confirmou que a festa, promovida pela Escola de Samba Coroa Imperial e Companhia de Rodeio Cela de Prata, não havia expedido alvará para a quinta-feira. Ontem à tarde, no entanto, os organizadores obtiveram o último documento que necessitavam e obtiveram o alvará, dando continuidade para a festa que deve seguir até domingo.
Avelino de Souza, presidente da Coroa Imperial, discorda dos moradores que reclamaram. Ele afirmou que o volume do som não estava tão alto e explicou que o fato de não existir nenhuma barreira física entre o Sambódromo e a região do Camélias e Flamboyants facilita a propagação do som.
Souza contou que a festa é uma forma de arrecadar fundos para o Carnaval, mas com as reclamações de moradores fica difícil usar o Sambódromo, um espaço público. "Se fizermos um evento na Unesp tem gente que reclama; se for no Kartindoor, o povo reclama, assim como no Sambódromo. Então não tem como fazer eventos como esse...", questiona.
Indignada com o volume do som, Iraci chegou a acionar a Polícia Militar e a Prefeitura anteontem à noite. Ela disse que o som estava tão alto que não era possível nem assistir televisão dentro do seu apartamento. A moradora está planejando fazer um abaixo-assinado solicitando à Prefeitura a proibição de eventos no Sambódromo. Pela lei, até as 22 horas é permitido som até 80 decibéis. A partir desse horário, de 60 decibéis.