07 de julho de 2026
Geral

Drogas

Tânia Fonseca
| Tempo de leitura: 3 min

Denarc apreende 426 kg de maconha

Texto: Tânia Fonseca

A droga estava num sítio em Botucatu. Quatro foram detidos. Anteontem a Dise já havia recolhido três quilos de crack e coca

O Departamento de Investigações sobre Narcóticos

(Denarc) de São Paulo apreendeu na madrugada ontem, quase meia tonelada de maconha em Botucatu. Quatro homens foram presos sob a acusação de tráfico e houve também a apreensão de um Fiat Palio e balança de metal. A operação foi comandada pelo titular da 3ª Delegacia do Denarc, Marcelo Dias.

Essa é uma das maiores apreensões da droga na região nos últimos anos e investigações preliminares levam a polícia a acreditar que o grupo detido ontem tem alguma relação com os três acusados de tráfico presos anteontem, pela Dise, também em Botucatu, ocasião em que foram apreendidos três quilos de crack e cocaína.

Suspeita-se que maconha tenha sido comprada no Paraguai. Os policiais desconfiam que os cerca de 426 quilos façam parte de um lote de duas toneladas vendido nos últimos meses no Interior, Capital e Rio de Janeiro.

Na semana passada, um investigador da 3ª Delegacia do Denarc, soube por meio de denúncia que dois moradores de Botucatu estariam oferecendo maconha para a venda. O policial, disfarçado, fez então contato com o carpinteiro José Carlos Del Vechio, 43 anos, e com o comerrciante Delmar Crispiniano da Rocha, de 29. Eles teriam garantido que tinham maconha para vender. Depois de alguns contatos telefônicos, o investigador teria convencido os dois que tinha condições de comprar até 300 quilos. Um encontro foi marcado, então, para a noite de anteontem, dia 14, na entrada de Botucatu. Del Vechio e Rocha estavam num Pálio. No porta-malas do carro estavam cem quilos da droga prensada, dividida em pacotes. A conversa do policial teria sido tão convincente que os dois acreditaram no interesse de compra por outros 200 quilos e decidiram levá-lo ao local onde estava o restante da droga. Chegaram, então, outros policiais do Denarc.

Os dois suspeitos receberam voz de prisão e levaram os policiais até o sítio Imbaúba, nas proximidades de Botucatu. Na propriedade rural, os policiais prenderam o vendedor Aparecido Jorge, 36 anos, e o administrador Paulo César Pereira Lima, 23 anos. No cômodo de um imóvel, apreenderam mais 326 quilos de maconha.

O sítio, segundo a polícia estava sublocado a uma avícola. Durante as investigações, a polícia pretende esclarecer responsabilidades e de que forma e com que frequência o local era usado para abrigar droga.

Depois da apreensão, em Botucatu, a droga foi levada para a sede do Denarc na Capital, de onde seguiu para a pesagem oficial, que indicou aproximadamente 426 quilos. Segundo informações do Denarc, ao Jornal da Cidade, os quatro acusados foram levados ontem mesmo para São Paulo e interrogados. Não revelaram, no entanto, detalhes de uma suposta quadrilha, nem a exata procedência da droga. Nos próximos dias, os quatro acusados devem ser encaminhados para a cadeia de Botucatu.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), de Botucatu, Donisete José Pinezi, o suspeito Antonio Jorge já tinha passagens anteriores pela polícia e teria também, algum relacionamento Valdir Soares Silva, este último detido anteontem também sob a acusação de tráfico de entorpecente.

O delegado Pinezi acredita que as apreensões de crack e cocaína feitas pela Dise anteontem e a de maconha efetuada pelo Denarc ontem estejam relacionadas a um mesmo grupo. Ele diz que as investigações devem ser intensificadas em Botucatu e região para se tentar chegar a outros possíveis envolvidos com o tráfico no município.