07 de julho de 2026
Geral

DAE

Andréia Alevato
| Tempo de leitura: 3 min

DAE faz 30 análises por dia na água

Texto: Andréia Alevato

Ministério da Saúde exige que se faça apenas oito análises por mês na água distribuída na cidade. Desde 1997, 100% da água de Bauru recebe flúor

Diariamente, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) faz 30 análises na água dos poços artesianos que abastecem a cidade. Na Estação de Tratamento de Água (ETA), essas análises são feitas a cada duas horas. Tudo isso para garantir que a água que chega até sua casa seja potável e tenha recebido a quantidade certa de flúor.

A Portaria de número 26 do Ministério da Saúde exige que se faça oito análises por mês na

água distribuída na cidade. Em Bauru, são feitas 30 por dia.

"O DAE faz 30 análises por dia, para garantir que a água fluoretada chegue com qualidade em todas as casas", disse Márcia Domingues dos Santos Zanata, responsável técnica do DAE de Bauru.

Além das análises feitas nos poços e na ETA, os técnicos do DAE também fazem análises nas residências. Com essa análise é possível verificar se a água está chegando nas casas com a mesma qualidade que saiu dos poços ou da ETA. Essas residências são escolhidas aleatoriamente. O DAE coleta amostras junto aos cavaletes e realiza exames laboratoriais.

Cem por cento da água de Bauru são fluoretadas. Desde 1997, a água da Estação de Tratamento de Água (ETA) e de todos os poços artesianos que abastecem a cidade recebem flúor.

A água dos dois sistemas, poços e ETA, recebe dosagens de ácido fluorcilícico (flúor) através de bombas dosadoras.

Segundo o Ministério da Saúde, cada litro de água deve receber entre 0,6 e 0,8 de miligramas de flúor. Com essa dosagem, não há risco de ocorrer fluorose, um efeito colateral do flúor que atinge crianças com idade até 7 anos.

O flúor é aplicado através de bombas dosadoras, que colocam o flúor de acordo com a vazão da água.

Em Bauru, dos 29 poços artesianos que abastecem a cidade, apenas três não têm bombas dosadoras automáticas, que faz com que o flúor seja injetado na água sem falhas. Essa bomba se auto-regula dependendo da vazão de

água, mas sem ultrapassar os miligramas indicados pelo Ministério da Saúde.

"A possibilidade de erro de dosagem com as bombas automáticas

é muito pequena, quase que inexistente", afirmou Isaar de Almeida, diretor da Divisão de Produção e Reservação do DAE.

A manutenção das bombas automáticas ou não são feitas freqüentemente.

História

Em 1975, iniciaram os primeiros testes de fluoretação da água em Bauru. Na época, ainda era usado o fluorcilicato de sódio, um produto em pó, difícil de se trabalhar, porque o dosador era em forma de cone e este pó grudava nas paredes do dosador. Este composto foi substituído pelo ácido fluorcilícico, que é líquido e usado até hoje.

Em 1976, o DAE começou a fluoretar a água de dois poços (no Geisel e no Mutirão Primavera), e na ETA. Com o passar dos anos, o número de poços com água recebendo flúor foi crescendo.

Desde 1997, 100% da água distribuída na cidade é fluoretada.

Pesquisas mostram que em 1975, o CPO-D (quantidade de dentes cariados, perdidos e obturados), índice de cárie dentária da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Bauru era de 9,89. Agora, o CPO-D baixou para 3,42.