Emdurb quer pagar FGTS atrasado em 180 parcelas
A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru
(Emdurb) afirmou, ontem, que entrou com pedido na Caixa Econômica Federal (CEF) para pagar as parcelas atrasadas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 180 parcelas.
A informação foi prestada por Joaquim Madureira, presidente da Emdurb, e é uma resposta às críticas de Idelma Corral, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos
(Sinserm), que afirmava estar descontente com o ritmo das negociações.
A Emdurb, de acordo com o sindicato, já deve o referente a R$ 1,7 milhão às contas de FGTS dos 700 servidores da autarquia. O pagamento não vem sendo efetuado desde 1996, quando houve atraso no repasse de verbas da Prefeitura para a autarquia.
A dívida já resultou em uma mesa-redonda entre representantes do Sinserm, Emdurb e subdelegacia do Ministério de Trabalho de Bauru, no último dia 11. Amanhã, as negociações serão retomadas com a realização de mais uma mesa-redonda na sede na subdelegacia do órgão.
Na nova reunião, a Emdurb apresentará a proposta de parcelamento da dívida. "A concretização desse pedido à CEF depende apenas da manifestação da Prefeitura, mas creio que não haverá problema", acredita o presidente da autarquia.
Se o parcelamento for autorizado, a autarquia passará a pagar R$ 5 mil mensalmente à CEF, que efetuará o repasse às contas de FGTS dos funcionários da empresa.
Madureira lembrou ainda que a Emdurb vem fazendo os depósitos regulares do FGTS aos empregados que se desligaram da empresa ou que haviam obtido financiamento de imóvel junto à CEF.
"Acho estranho que o sindicato tenha reavivado essa questão em plena negociação. Além disso, o fato de ser véspera de eleição torna esse comportamento mais sintomático", analisa Madureira.