07 de julho de 2026
Geral

INSS

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Pedida prisão de acusados de fraudar INSS

Suposta tentativa de fraude foi descoberta, quando a PF investigava denúncia de aumento exagerado em pedidos de benefícios

O juiz federal, Heraldo Garcia Vitta, acatou pedido do Ministério Público e decretou a prisão preventiva, de dois suspeitos de estelionato contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O desempregado Gilvan Viana dos Santos, de 23 anos e a dona de casa Maria Rocilda Paiva da Silva, de 40 anos, tiveram suas prisões preventivas decretadas por estarem foragidos, desde o início das investigações.

O pedreiro Vicente Alves de Moraes, de 59 anos e o eletricista Antônio Sérgio Botani, de 39 anos, que também teriam participado do crime, estão respondendo processo em liberdade.

A tentativa de estelionato foi descoberta, quando a Polícia Federal investigava uma denúncia apresentada pelo INSS, quanto a um crescimento exagerado dos pedidos baseados em laudos psiquiátricos. A maioria dos laudos era assinado por médicos de fora da cidade.

Em seu depoimento à policia, Vicente Moraes afirmou que teria sido aliciado por Maria Silva. Ela o teria procurado, após saber do seu interesse em aposentar-se, mesmo sem ter direito ao benefício. A promessa era de que ele conseguiria um salário de R$ 300,00.

Seguindo a orientação de Maria da Silva, Vicente Moraes, protocolou um pedido de aposentadoria por invalidez, no posto do INSS, no dia 14 de março - em Avaré. Ele foi pego pela polícia, pois usou uma carteira de trabalho, onde constava seu registro como funcionário da Construtora Peres Diederinchsen. Durante as investigações ficou provado que ele nunca havia trabalhado para a empresa.

Além da documentação falsa, Maria Silva teria providenciado o aluguel de uma casa, dessa forma, poderia alegar que Vicente Moraes, residente em Campinas, morava em Avaré. Ao tentar sacar R$ 4,5 mil, referentes a benefícios atrasados ele foi informado de que deveria voltar depois. Devido ao volume de dinheiro, o saque tinha que ser previamente agendado.

O pedreiro foi pego, quando preparava-se para sacar R$ 900,00

- valor do benefício do mês- ao ser preso Vicente Moraes denunciou Maria da Silva.

Quando os policiais realizaram buscas na casa da acusada, acabaram encontrando documentos de várias pessoas, protocolos de benefício do INSS, cartões magnéticos para saque de benefício, além de uma relação, com nomes de pessoas e valores.

Antônio Botani, que acompanhava Vicente Moraes, no momento da tentativa de saque, também foi preso em flagrante. Seu papel na transação seria de procurador. Gilvan Santos, que estaria aguardando do lado de fora da agência, para receber sua comissão no negócio, teria fugido ao perceber a movimentação da polícia.

Agora, os nomes dos dois fugitivos passam a fazer parte da lista de foragidos, da Polícia Federal.