07 de julho de 2026
Geral

Ortomolecular

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 3 min

Medicina Ortomolecular o equilíbrio da moléculas

Texto: Fabiana Teófilo

Atualmente, muito se tem ouvido falar em Medicina Ortomolecular, radicais livres e sua importância nas doenças e no processo de envelhecimento. Mas o que significam realmente esses termos?

A denominação Medicina Ortomolecular foi proposta por Linus Pauling, (Prêmio Nobel de Química em 1954 e da Paz em 1962), conhecido mundialmente por seus trabalhos e pela ênfase com que recomenda o uso diário de vitaminas

(principalmente a vitamina C) e minerais. Linus Pauling que morreu aos 94 anos de idade, de uma patologia que costuma ocorrer aos 65/70 anos, (ou seja, adiou em 30 anos uma patologia à qual era predisposto, devido ao uso que fazia das vitaminas e minerais), era um entusiasta do uso de grandes doses de vitaminas diariamente. O objetivo da Medicina ou Terapia Ortomolecular é compreender as inter-relações que ocorrem na área bioquímica do organismo e aí poder atuar em conformidade com esses próprios mecanismos, harmonizando de maneira global a bioquímica de células, órgãos e sistemas.

O reequilíbrio é feito por meio da correção dos mecanismos moleculares fisiológicos (normais), suprindo o organismo com os elementos adequados para essa reordenação bioquímica, tendo papel principal as vitaminas e os minerais.

A Terapia Ortomolecular não se trata de uma medicina propriamente dita, mas sim de uma utilíssima forma terapêutica, que pode ser aplicada em todos os ramos e especialidades da medicina em geral.

Um radical livre é qualquer átomo, molécula ou íon que possui um ou mais que um elétrons livres na sua órbita externa. Esses elétrons livres ou não pareados tem uma instabilidade química muito grande e, sendo assim, mesmo tendo uma vida de frações de segundos, são altamente reativos e são capazes de reagir com qualquer composto que esteja próximo, a fim de "roubar" desse composto, seja ele uma molécula, uma célula, ou tecido de um organismo. Qualquer um desses componentes pode funcionar como um elétron necessário para sua estabilização, produzindo reações em cadeia de dano celular, e sendo assim chamado de oxidante.

Antioxidantes são as vitaminas e minerais usados para combater esse efeito oxidante prejudicial para o organismo. Existem radicais livres de íons metálicos, de carbono, entre outros, mas os principais na medicina são os radicais livres de oxigênio.

O surgimento do oxigênio, um gás a princípio muito tóxico, possibilitou posteriormente a solução de dois enormes entraves à expansão da vida na Terra: o aspecto do rendimento energético, tornado muito mais eficiente pelo processo respiratório dependente do oxigênio e a proteção da atmosfera, contra as radiações letais, raios ultravioleta, pela camada de ozônio (forma triatômica do oxigênio), e assim foi possível que se instalasse e evoluísse a diversidade da biosfera do Planeta. Os efeitos maléficos do excesso de oxigênio são percebidos no meio ambiente sob forma de ferrugem, desgaste de estruturas, oxidação de alimentos, fermentação etc.

Os radicais livres, portanto, são necessários no processo de respiração celular que ocorre nas mitocôndrias

(usinas energéticas) das células, a fim de gerar o ATP (energia). Também os radicais livres produzidos pelos macrófagos e neutrófilos (glóbulos brancos de defesa), são usados contra bactérias e fungos invasores do organismo e, sem eles, não haveria uma defesa adequada contra as infecções.

Existem dois sistemas naturais de eliminação de radicais livres, que são os chamados "varredores"

(scavengers) de radicais livres, que atuam eliminando-os ou então impedindo sua transformação em produtos mais tóxicos. Esses sistemas podem ser divididos em enzimáticos ou não-enzimáticos.

O efeito prejudicial dos radicais livres ocorre quando eles estão em quantidade excessiva no organismo, ultrapassando a capacidade de neutralizá-los com os sistemas enzimáticos já existentes.