07 de julho de 2026
Geral

Aeroporto

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

2ª fase do aeroporto tem 16 empresas

Texto: Nélson Gonçalves

O Departamento Aeroviário do Estado (Daesp) publicou no Diário Oficial a relação das empresas que disputam a licitação

A construção da segunda fase do Aeroporto Regional de Bauru poderá mesmo ter início em novembro deste ano. O ex-deputado estadual, Roberto Purini (PDT) confirmou, ontem, que o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo

(Daesp) cumpriu, anteontem, mais uma etapa do processo de licitação para as obras de terraplanagem, pavimentação do pátio de táxi e aeronave e outros complementos. Na publicação apareceram 19 empresas disputando a licitação da segunda etapa da obra, que tem custo estimado de R$ 3,302 milhões.

Roberto Purini comentou, entretanto, que o Daesp já desclassificou três empresas do processo, por não cumprirem exigências que eram previstas para a execução da obra. Assim, 16 empresas disputam a concorrência pública. O prazo estipulado pelo Estado é que as obras sejam entregues em seis meses a partir de seu início. Então, se o processo de licitação continuar sua tramitação normal, conforme o previsto em lei, a segunda fase do aeroporto de Bauru estará entregue até o final do primeiro semestre do próximo ano. Purini comentou que para a conclusão de toda a obra sejam necessários em torno de mais R$ 15 milhões. "É bom lembrar que as obras estão sendo tocadas com recursos do Governo Federal e Estadual. O Município não gasta um tostão com o aeroporto regional de Bauru", salientou.

Com a abertura dos envelopes e a apresentação das propostas, com desclassificação de três das 19 que participaram desta etapa, o Daesp passa a aguardar cinco dias previstos em lei para passar a analisar eventuais recursos. Depois, a licitação passa para a etapa de adjudicação, com análise da proposta através do critério de menor preço.

O ex-deputado estadual comentou que a verba para cobrir esses custos já estão liberadas e previstas no orçamento do Plano Bianual de Investimento (PBI) do Programa Federal de Auxílio aos Aeroportos (Profaa). Roberto Purini também explicou que "outro ponto importante a salientar é que essas verbas estão previstas em programas específicos.

É dinheiro público que só pode ser usado para obras em aeroportos. É dinheiro vindo das taxas cobradas nos próprios aeroportos em funcionamento pelo País. Com isso, depois de muita luta, teremos em Bauru, dentro de pouco tempo, um aeroporto em condições de operar como acontece hoje em poucos locais, como em Campinhas e Cumbica (Guarulhos)".

Com isso, o Daesp mantém a previsão de seis meses para a conclusão da segunda fase do aeroporto. Assim, restará somente a terceira fase, que inclui o prédio para a estação de passageiros. Na licitação atual, em andamento, o Daesp prevê, por exemplo, 30 mil metros quadrados de área de estacionamento, pavimentada. "Esta obra é importante para Bauru e para a região, mas também é uma obra de interesse nacional, estratégica para as pretensões de desenvolvimento do mercado com os países do Mercosul", reforçou Purini.

Em julho, os governos estadual e federal, por meio do Programa Federal de Auxílio aos Aeroportos (Profaa), liberaram a verba de R$ 3 milhões, estimada para o custeio da 2.ª fase do aeroporto. Como resultado, o Daesp pôde reiniciar a elaboração do edital de licitação. O prédio faz parte da terceira fase de construção e tem término previsto para final de 2001 ou início de 2002. Até o momento, já foi concluída a primeira fase de construção, que compreende uma pista de pouso e decolagem de 2.100 metros de comprimento, além da terraplanagem do local. A superintendência do Daesp já afirmou que a liberação da pista está atrelada

à conclusão de todas as obras do aeroporto.