07 de julho de 2026
Geral

Preço do café

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

Reunião em Londres define a questão de preço do café

Texto: Paulo Toledo

Uma reunião que começou, ontem, em Londres, na Inglaterra, vai definir a retenção de café pelos países produtores que fazem parte da Associação dos Países Produtores de Café (APPC), acompanhando o que o Brasil vem fazendo há vários meses. Maurício Lima Verde Guimarães, presidente do Sindicato Rural de Bauru, vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) e membro do Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC), participa do encontro, que deve ser decisivo para o futuro do mercado internacional.

Até sexta-feira, também será realizada uma reunião da Organização Internacional do café

(OIC), que é somente administrativa. A mais importante

é a da APPC.

O embaixador do Brasil em Londres, Sérgio Amaral, e Robério Silva, diretor da APPC, percorreram, no último mês, países da América Central, Ásia, Vietnã e Índia, países que assinaram em maio a intenção de fazer a retenção, para reuniões preparatórias da que está ocorrendo.

O Brasil já reteve cerca de 750 mil sacas de café. A Colômbia também está retendo, mas ainda não são conhecidos os números. Os outros países, pelo acordo, começam em 1.º de outubro. Porém, até agora, não houve influência no preços que o cartel (APPC) queria.

O mercado não está acreditando de fato que a retenção vai ser concretizada. Lima Verde diz que, de fato, o processo já entrou em dificuldades em diversos países, como o Vietnã, que aumentou, na última década, sua produção de 1 milhão de sacas para 10 milhões de sacas, disse que não tem condições financeiras de não vender. Porém, os países as Ásia vendem o café Robusta, de qualidade inferior ao Arábica que o Brasil e a Colômbia, por exemplo, vendem. Há inclusive um movimento para separar a APPC em duas, de acordo com o tipo de café que o país produz.

Porém, a situação econômica internacional pode complicar, realmente, a concretização da retenção em todos os países membros. Os preços entre US$ 70,00 e US$ 80,00 são considerados muito baixos pelos produtores, mas se houver a liberdade pode cair ainda mais.

Lima Verde destaca que, mesmo com o seca, que vai reduzir a produção do café do Brasil no próximo ano fez com que ocorresse uma elevação dos preços, como seria normal, já que o País é o maior produtor mundial. Por conta de tudo isso, até sexta-feira, os destinos do mercado internacional deve ser definido em Londres. O cumprimento do acordo pode ser fundamental para que ocorra uma reação nos preços como um todo.