07 de julho de 2026
Geral

Campanha

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Centrinho lança campanha contra "letra de médico"

Campanha pretende melhorar a letra dos profissionais de saúde nos prontuários dos pacientes

Uma campanha do Centrinho quer pôr fim na agonia dos pacientes que não conseguem entender o que está escrito nos prontuários e receitas médicas. O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, da Universidade de São Paulo, o Centrinho, lança hoje, às 18 horas, a campanha

"Por uma Letra Melhor", junto aos profissionais do Hospital. Médicos, fonoaudiólogos, psicólogos, geneticistas, fisioterapeutas e outros responsáveis pelo tratamento e anotações no prontuário dos pacientes serão o alvo da campanha.

O objetivo é conscientizar esses profissionais para a importância da compreensão. A iniciativa busca facilitar a leitura do prontuário, seja pela equipe multiprofissional ou pelo próprio paciente, para favorecer o tratamento. Qualquer dado sobre o tratamento deve ser acessível ao paciente e de fácil compreensão pelo mesmo, conforme assegura a lei de defesa do paciente. A idéia da campanha no Centrinho nasceu do setor de Ouvidoria, que se colocará à disposição de outras instituições de saúde de Bauru e região para troca de experiências nesse sentido.

A campanha será realizada por meio de cartazes informativos, que serão afixados nos consultórios e lugares estratégicos, de grande circulação dos profissionais. Além disso, haverá uma palestra com a presença de um profissional que falará sobre os direitos do paciente, dando ênfase às questões do acesso do usuário ao prontuário e do trabalho em equipe. Informações pelos fones 235-8064 (Ouvidoria) e 223-2100 (Setor de Eventos do Centrinho).

Código de defesa do paciente

- Ter direito a ter uma papeleta ou ficha médica;

- Ter acesso e cópia integral do prontuário médico, ficha clínica ou similar, inclusive exames laboratoriais, laudos médicos, psicológicos, psiquiátricos ou notas de enfermagem;

- Ter acesso integral a todas as suas contas e sua contabilidade médica ou hospitalar, inclusive no serviço público;

- Ter acesso aos custos ou orçamentos de um tratamento;

- Obter cópia de todas as anotações do médico para mostrar a outro profissional da área que desejar;

- Requerer ficha clínica após receber alta;

- A letra tem que ser legível;

- Permanecer com o seu acompanhamento no momento da consulta;

- Levar gravador ou vídeo para registrar a conversa com o médico;

- Dispor de exames laboratoriais e seus resultados em original;

- Reunir especialistas para discutir o diagnóstico do médico;

- Decidir como e onde morrer: em casa ou no hospital;

- Recusar certos tratamentos, medicamentos e intervenções cirúrgicas;

- Visitar no hospital um parente ou filho fora de horário de visita;

- Segurar seu bebê no colo quando ele sofrer alguma intervenção;

- Permitir que crianças visitem o pai, a mãe ou um irmão no hospital;

- Acompanhar um filho dentro da sala de cirurgia;

- Ter explicações, esclarecimentos e instruções em linguagem que se entenda;

- Poder recorrer ao Procon e também ao Conselho Regional do profissional que lhe atendeu, assim como ao Conselho Regional de Medicina, Farmácia, Enfermagem, Psicologia, sem nenhum

ônus. Poder recorrer à Justiça comum.