07 de julho de 2026
Geral

Desaparecimento

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 4 min

Menina de 6 anos está desaparecida

Texto: Josefa Cunha

A menina Bruna Cristina da Silva Moço, de seis anos, está desaparecida desde o último dia 19 e, até o momento, a polícia não tem qualquer pista sobre o seu paradeiro. A criança foi vista pela última vez em Birigui, onde mora com o pai, o marceneiro José Carlos Moço, a mãe, Leandra Leite da Silva, e um casal de irmãos mais novo. A avó paterna de Bruna, Marilene Rodrigues Moço, que reside em Bauru, acha possível que a neta tenha vindo procurá-la.

Segundo informou Marilene, Bruna foi vista pela última vez na tarde de terça-feira da semana passada, quando saiu de casa para comprar uma caixa de ovos a pedido da mãe. O supermercado para onde deveria ter ido fica a duas quadras e meio de sua casa, na mesma rua e em linha reta. A menina estaria acostumada a comprar pão no estabelecimento, sabendo "direitinho" o caminho de volta. "Eles moram em Birigui há nove meses e a Bruna só sai de casa para ir ao supermercado ou para brincar na vizinha da esquina. A mãe dela acha que alguém se aproveitou do fato dela estar sozinha e com R$ 1,30 na mão (os quais seriam para comprar os ovos)", disse.

O sumiço de Bruna teria sido notado meia-hora depois de ter saído de casa. Pela proximidade do supermercado, ela não levaria tanto tempo. Ao perceber a demora, Leandra teria percorrido o mesmo trajeto e procurado a filha na vizinha com quem costumava brincar. Na busca, ficou sabendo que a menina não chegou a entrar no supermercado. "Simplesmente ela desapareceu. Por volta das 10 horas da noite, avisamos a polícia, que desde então iniciou as buscas. Recebemos telefonemas sobre o possível paradeiro dela, mas todos eram trotes", contou Marilene.

Um dos trotes anônimos avisou que Bruna foi vista na companhia de um indigente. Para checar a veracidade da informação, a polícia reuniu todos os mendigos que encontrou, mas a criança não acompanhava nenhum deles. Diligências também foram feitas, sem sucesso, no Terminal Rodoviário da cidade.

Quando saiu de casa, a pequena Bruna estava descalça e trajando o uniforme escolar: uma camiseta branca - com o emblema da escola praticamente apagado - e um shorts azul marinho. A menina tem cabelos castanhos bem encaracolados, pele morena clara e olhos castanhos, além de uma mancha de nascença na coxa direita.

Embora não haja nenhuma pista do paradeiro de Bruna até o momento, a avó paterna não descarta a hipótese da neta ter vindo para Bauru ao seu encontro. "O pai dela vinha para cá na sexta-feira da semana passada e ela queria vir junto. Ele disse que não porque não teria dinheiro para pagar a passagem dos dois. Eles são muito humildes. Como a Bruna é muito falante e esperta, talvez tenha pedido para alguém trazê-la. Eu já pensei em tudo e não me conformo como esta situação", confessou, desesperada. Por conta da suspeita da avó, a Delegacia de Birigui solicitou o empenho da DIG de Bauru e da polícia de outras cidades da região no sentido de fortalecer as investigações.

Precedente

Há menos de dois anos, ainda quando morava em Bauru, no bairro Santa Cecília, Bruna já havia colocado a família em desespero por conta de um sumiço. Na oportunidade, a menina acordou antes da mãe e saiu para uma "visita" à casa da avó materna, que morava no Jardim Flórida. "Ela simplesmente resolveu ir e não teve dúvidas em sair sozinha. Só conseguimos localizá-la porque uma senhora desconfiou, perguntou onde ela estava indo e avisou a polícia. A diferença

é que daquela vez ela foi encontrada no mesmo dia", recordou.

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Bruna deve entrar em contato com a família pelos fones (0xx18) 641-7753 e 642-1905.

Bauru não tem registros

Uma estatística positiva de Bauru: a cidade não tem registro de crianças desaparecidas há pelo menos dois anos. A informação é do titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), J.J. Cardia. "Um ou outro caso aparece às vezes, mas imediatamente é solucionado", garantiu.

Segundo Cardia, uma média de 10 a 12 boletins de ocorrência sobre desaparecimentos é registrada mensalmente na cidade, mas 99% deles são resolvidos logo na seqüência.

"A grande maioria dos casos de desaparecimento envolve adolescentes e as causas são diversas. São fruto de brigas na família, com o namorado, por causa de tóxicos ou rebeldia mesmo. O único registro que temos sem solução

é de um senhor de aproximadamente 70 anos que sumiu em fevereiro deste ano e até agora não foi localizado", citou.