07 de julho de 2026
Geral

Reforma

Fabiano Alcantara
| Tempo de leitura: 2 min

Obra irrita pacientes na Beneficência

Texto: Fabiano Alcantara

A reforma de um espaço que vai servir como banco de sangue no Hospital Beneficência Portuguesa irritou pacientes e familiares na manhã de ontem. Segundo eles, houve barulho e poeira, o que poderia comprometer a saúde dos internos.

O presidente da diretoria executiva do hospital, Alcides dos Santos Garcia, considerou a reclamação "positiva".

"A reclamação nos permite tomar as providências necessárias", disse.

O diretor do banco de sangue, Juvenal Secco Júnior, admitiu que pode ter acontecido "um pouco de barulho", mas disse desconhecer qualquer vazamento de poeira. "Se aconteceu, não fui informado. O local da obra tem sido umidecido para evitar o levantamento de pó e está isolado com plástico", afirmou. "Temos procurado minimizar o efeito da reforma. Uma construção sempre incomoda. Inicialmente pode ter ocorrido algum barulho, mas isso já acabou", garantiu.

Segundo ele, o investimento inicial previsto para as novas instalações do banco de sangue e a aquisição de equipamentos médicos é de R$ 200,00 mil. "Este valor pode até aumentar. A reforma era necessária para melhorar a distribuição e coleta de sangue".

O novo local do banco de sangue é considerado estratégico porque fica entre os dois pavimentos onde os pacientes ficam internados. A inauguração está prevista para novembro.

A reclamação

Dois familiares de pacientes reclamaram ontem das condições de internação do hospital. Eles pediram para não ser identificados. A reportagem do Jornal da Cidade esteve no local e percebeu o barulho de marteladas.

Uma das pessoas que entraram em contato com a reportagem disse que pediu para ter seu parente transferido para outro quarto e foi atendido. "É um absurdo. Um desrespeito à pessoa que está se recuperando", disse. Ontem à tarde, nenhum paciente estava internado próximo à obra.

O diretor do banco de sangue, que disse responder pela ala junto com mais duas médicas, informou que a reforma foi aprovada pela Vigilância Sanitária. "O trabalho foi terceirizado, escolhemos um engenheiro especialista em reforma hospitalar", afirmou.

A reportagem do Jornal da Cidade não localizou o representante da Vigilância Sanitária para comentar o caso.