08 de julho de 2026
Geral

Defesa Civil

Redação
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Defesa Civil está em estado de calamidade

A Comissão Municipal de Defesa Civil de Bauru está em situação de calamidade. Se a chuva de ontem fosse mais forte e tivesse feito desabrigados, a Defesa Civil não teria como abrigá-los por falta de colchonetes, cobertores, lonas e cordas.

O coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, disse que, pelo tamanho da cidade, o órgão precisa ter em estoque cerca de 250 cobertores, 200 colchonetes, 200 lonas e cordas. No entanto, ontem, tinha uma ou duas unidades de cada um desses itens.

Ele reclamou da falta generalizada de materiais para trabalho, como rádio HT, capa de chuva, lanterna e botas, e para atendimento à população. Brito contou que ontem estava usando uma lanterna cedida por um amigo dele, pois a da Defesa Civil não está funcionando.

A comunicação está prejudicada porque o rádio HT através do qual a Defesa Civil comunicava-se com o Corpo de Bombeiros também está fora de operação por falta de pilhas. A viatura da Defesa Civil está sem rádio de comunicação que, de acordo com Brito, foi comprado pela Prefeitura, mas até agora não foi instalado pela empresa porque o equipamento ainda não teria sido pago.

Brito lembrou que a Defesa Civil tem R$ 42 mil a receber da parte que coube ao órgão com a extinção do Fundo de Habitação dos Municipiários. No entanto, segundo ele, ao pedir verba, a Prefeitura vem alegando falta de dinheiro. Ele não descarta a possibilidade de o futuro prefeito de Bauru, que será eleito hoje, enfrentar, já no início do ano, uma situação de calamidade.

Com os R$ 42 mil, segundo Brito, seria possível montar em Bauru Central de Emergências da Defesa Civil, com funcionamento 24 horas por dia. O custo de manutenção ficaria em torno de R$ 20 mil por ano, pelos cálculos do coordenador da Defesa Civil.