07 de julho de 2026
Geral

Medicina Nuclear

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 2 min

Medicina Nuclear desenvolve diagnóstico que avalia as funções dos órgão

Texto:Fabiana Teófilo

A contribuição da Medicina Nuclear para a avaliação do paciente é muito importante. É o único método de diagnóstico que fornece informações anátomo-funcionais

A Medicina Nuclear é o método de diagnóstico por imagem que permite a avaliação da função de determinado órgão por meio da administração de substâncias radioativas em baixas doses. A distribuição destas substâncias é detectada pela gama-câmera, trazendo informações sobre a capacidade dos órgãos em concentrar, metabolizar e excretar tais substâncias.

A Medicina Nuclear envolve o uso de materiais radioativos (isótopo, radioisótopo ou radiofármaco) para diagnosticar e tratar doenças. São usadas quantidades muito pequenas de materiais radioativos (inofensivos para a saúde nestas quantidades) que permitem serem feitas "fotos" da área do corpo que o médico deseja examinar. Estas imagens fornecem informações sobre a função dos órgãos e sistemas do organismo. Enquanto a radiologia faz imagem da estrutura

(da forma), a Medicina Nuclear faz imagem da função e da maneira como esta pode estar alterada em determinada doença. Muitas vezes, estas técnicas se complementam, tornando mais exato o diagnóstico. É uma evolução que permite a maior precisão de exames médicos do mundo.

Apesar do principal uso da Medicina Nuclear ser para fins diagnósticos, ela também apresenta aplicações terapêuticas para certas doenças, como por exemplo, hipertireoidismo, câncer de tireóide, doença de Plummer e dor

óssea.

A Medicina Nuclear é um método seguro, indolor, que fornece informações que outros métodos não apresentam. Um aspecto único da Medicina Nuclear

é a sua sensibilidade elevada de detectar alterações na função de um determinado órgão. Cada órgão tem seu traçador específico, que é administrado por via oral ou endovenosa. A substância radioativa escolhida se localiza preferencialmente no órgão que se deseja estudar. O radiotraçador desaparece naturalmente do organismo através da urina e das fezes e após três dias já não há mais material radioativo no organismo.

Os exames de medicina nuclear, chamados de cintilografia ou mapeamento, são mais sensíveis para detecção de doenças do que a maioria dos outros exames de diagnóstico, pois identifica as alterações muito antes do problema se tornar aparente por outros exames. O médico nuclear interpreta os exames e determina qual a causa da doença.