08 de julho de 2026
Geral

Comentário político

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

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Último dia

O último dia antes da eleição, ontem, foi dos mais nervosos e movimentados. A distribuição de panfletos apócrifos, publicações de toda espécie e até de jornaizinhos de bairro que se prestaram ao humilhante papel de emprestar seu título a campanhas foi farta. Todas as formas possíveis de propaganda foram acionadas ontem, inclusive o telemarketing.

Vigilância total

Às polícias Militar e Civil cabe uma importante tarefa neste momento: a de fazer valer a legislação eleitoral, coibindo, sem titubeio, a famigerada boca-de-urna, um desrespeito à inteligência do eleitor. A Justiça Eleitoral, através dos juízes Horácio Furquim Guanaes e Benedito Okuno, estará atenta para os desvios de conduta de partidos e coligações.

Nervosismo

Nas rodas dos políticos e candidatos, a conversa era uma só: como estava o quadro eleitoral e como vencer? As assessorias esperam nervosas as pesquisas de boca-de-urna e, enfim, o resultado oficial das urnas, quem sabe três horas após o encerramento da votação. Há muito tempo ou talvez nunca Bauru tenha vivido uma campanha tão acirrada.

Voto a todo preço

A ânsia pela conquista do voto a qualquer custo foi tamanha, ontem, que a Prefeitura inaugurou uma nova modalidade de entrega de obra, a um dia da eleição. A administração fez uma "liberação" às pressas da ponte que liga o Mary Dota ao Distrito Industrial, no que foi contestada pela Ferroban, que chegou a fazer um BO na polícia de preservação de direito contra o perigo de acidentes nos trilhos, já que não havia condições para a entrega da ponte.

Apócrifos

Ontem, também circulou em Bauru um panfleto apócrifo e anônimo, com o logotipo do JC, onde está reproduzida uma pesquisa eleitoral de um instituto chamado Realidade. A direção do JC repudia essa atitude covarde e informa que já tomou as providências jurídicas para acionar os responsáveis pela confecção e distribuição desses panfletos.

Coeficiente I

Uma retificação sobre o cálculo do coeficiente

(não quociente) eleitoral, veiculado no tablóide especial de ontem sobre a eleição. O cálculo para se saber quantas cadeiras um partido ou coligação terá na Câmara toma por base votos válidos

(menos nulos, brancos e abstenções). O total de votos válidos é dividido pelo número de cadeiras

(21). Com isso, se apura o coeficiente eleitoral, ou seja, quanto cada coligação precisa para fazer um vereador.

Coeficiente II

Um exemplo: se 145 mil eleitores votarem em candidatos em Bauru, divide-se este número por 21, que é o total de cadeiras do Legislativo. O resultado será 6.900 votos. Portanto, a cada 6.900 votos conquistados, o partido ou coligação ganhará uma cadeira, elegendo-se os mais votados da chapa. O exemplo dado acima deve refletir, aproximadamente, a realidade de Bauru.

Último gole

E o café do JC também esteve muito movimentado na véspera da eleição. Vieram acalmar os ânimos e buscar algumas informações de última hora Valdomiro Borges, Majô Jandreice, Espanhol, Paulo Canale, Roberto Bil Barbosa, Joaquinzinho, além de assessores e interessados de alguma forma no processo eleitoral.