07 de julho de 2026
Geral

Eleição

Daniela Bochembuzo
| Tempo de leitura: 3 min

Eleitorado tira 11 da Câmara Municipal

Texto: Daniela Bochembuzo

Mudança surpreende atuais vereadores; novo Legislativo terá 5 parlamentares como base de apoio governista

Dos atuais vereadores, 11 não farão parte da nova Câmara Municipal. O resultado, divulgado ontem, às 22h45, pela Justiça Eleitoral, surpreendeu muitos candidatos

à reeleição e ex-parlamentares que também postulavam retornar a uma cadeira do Legislativo.

Entre os vereadores que permanecem está José Carlos Batata (PT), que obteve a maior votação entre os candidatos: 3.601 votos, garantindo a ele o terceiro mandato. A lista dos que continuam na Câmara Municipal inclui Luiz Carlos Valle (PDT), Toninho Garms (PSDB), Roberto Bueno (PTB), Paulo César Madureira (PPB), Edmundo Albuquerque (PSDB), João Parreira de Miranda (PDT), Majô Jandreice (PC do B), José Eduardo Ávila (PPB) e Leandro dos Santos Martins (PPB).

A relação dos 11 novos vereadores traz quatro candidatos que já ocuparam cadeiras no Legislativo. No grupo estão Walter Costa (PPS) e José Walter Lelo Rodrigues (PTB). Os outros dois são José Humberto Santana (PDT) e Osvaldo Paquito da Silva (PFL), que não podem ser considerados novatos por já terem assumido como suplentes em outras eleições.

A renovação real do Legislativo bauruense atende pelos nomes de Pastor Luiz de Jesus (PDT), Renato Purini (PDT), Rodrigo Agostinho (PMDB), Milton Dota Junior (PPS), José Clemente Rezende (PPS) e Paulo Eduardo Martins Neto (PFL).

Contando com grande apoio da comunidade evangélica, o Pastor Luiz de Jesus obteve o segundo maior número de votos, 3.532. Seguindo a veia política familiar, Purini chegou ao final da apuração com 2.100 votos, conseguindo a sétima colocação entre os eleitos.

A principal surpresa foi o ambientalista Rodrigo Agostinho (PMDB), que galgou a 12.ª colocação entre os candidatos eleitos, a partir da conquista de 1.895 votos, passando à frente de Futaro Sato, tido até então como eleito. Fazendo a defesa dos microempresários, José Clemente Rezende obteve 1.237 votos, enquanto Paulo Eduardo Martins Neto recebeu 1.237, sendo o penúltimo candidato na listagem final da Justiça Eleitoral.

Base

Os resultados das urnas foi amargo para Futaro Sato (PMDB), Rogério Medina (PTB), Paulo Agustinho (PTB), Catarina Carvalho (PFL), Salvador Afonso (PDT), Luiz Roberto Relvas (PDT), Erlon Junqueira

(PDT), Rubens Spíndola (PSDB), Lucrécio Jacques

(PPB), De Angelis Rino Biagio (PPB) e Harley Caçador (PPB).

Muitos dos candidatos à reeleição foram derrotados em função do coeficiente eleitoral, estabelecido em 8.125 votos, a partir da divisão dos votos válidos

(170.630) pelo número de cadeiras da Câmara Municipal

(21). Sem que a coligação ou o partido obtivesse esse índice, alguns parlamentares comemoraram o resultado das urnas de maneira parcial.

Esses foram os casos de Paulo Agustinho, o 11.º mais votado entre os mais de 320 postulantes à Câmara Municipal, com 2.014 votos; de Futaro Sato, com 1.720; de Salvador Afonso, com 1.695; e de Relvas, com 1.450. Os restantes conseguiram uma média de 1 mil votos.

Em razão dos coeficiente eleitoral, Roque Ferreira (PT) também acabou não conseguindo se eleger, apesar dos 1.904 votos que obteve e que deu a ele a 13.ª votação entre todos os candidatos.

Com a eleição, o prefeito reconduzido Nilson Costa

(PPS) passa a contar com uma bancada de apoio formada por cinco vereadores. Hoje, a base governista é composta por apenas dois parlamentares: Catarina Carvalho e Futaro Sato, os quais não foram reeleitos.

Os vereadores governistas vêm do PFL, que aumentou sua base de um para dois, e o PPS, hoje sem representação, que passará a contar com três parlamentares.

Em relação às mudanças partidárias, o PDT manteve os seis vereadores, sendo que três deles serão substituídos. O PMDB manterá um parlamentar, assim como o PC do B e o PT. Já o PSDB e o PTB perdem um candidato cada um, reduzindo sua participação no Legislativo.