07 de julho de 2026
Geral

Eleição

Redação
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Nilson cita Jânio sobre vitória no dia

O prefeito Nilson Costa (PPS), eleito por pouco mais de 1.300 votos em relação a Tuga (PSB) lembrou a derrota de FHC para Jânio

A população de Bauru deu a Nilson Ferreira Costa

(PPS) o que a aliança 100% Bauru pediu durante toda a campanha eleitoral deste ano: mais quatro anos para implementar os compromissos assumidos durante a eleição. Para o vencedor na histórica eleição, o principal tema de campanha acabou refletindo a avaliação sobre as urnas. Nilson Costa lembrou que pediu à população mais quatro anos de mandato, depois de insistir que arrumou a casa durante o pleito.

O prefeito eleito e atual chefe do Poder Executivo lembrou de sua ascensão nos índices de opinião pública. Sobre o resultado final da eleição, Nilson Costa

(PPS) lembrou o episódio em que o então candidato a prefeito, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) sentou na cadeira na véspera e, depois, perdeu a eleição para Jânio Quadros à Prefeitura de São Paulo. A comparação foi feita por Nilson Costa ao comentar sua ascensão, de terceiro colocado nos índices de opinião pública para o primeiro, ocupando o lugar onde o único citado era Pedro Tobias (PDT).

Nilson Costa (PPS) falou com a imprensa rapidamente, ainda no calor da comemoração da vitória, no Ginásio da FOB/USP, ontem à noite. Em meio a muita euforia, Nilson Costa comentou aspectos da eleição que o mantém no cargo até 31 de dezembro de 2004. Entre os demais candidatos, apenas Estela Almagro (PT) compareceu ao local onde os votos foram apurados. Tuga Angerami (PSB) e Pedro Tobias (PDT) não foram encontrados no local para comentar o resultado da eleição.

Nilson Costa (PPS) venceu a eleição praticamente sem sofrer ataques contra suas propostas ou postura, durante o programa eleitoral de rádio e televisão, exceto algumas alfinetadas comentadas em relação à instalação de equipamentos eletrônicos no trânsito. Nilson quase não foi tocado por rusgas na campanha, pelos adversários, e ainda fez um papel considerado importante para uma nova perspectiva no período eleitoral.

O programa do prefeito eleito fez os primeiros e principais ataques a Tobias (PDT) - o caso dos 40% de aumento no IPTU e a promessa de terminar o mandato de deputado estadual. Nas entrelinhas, o próprio prefeito eleito concorda que foi erroneamente ignorado pelos adversários, que não apostavam em seu potencial, muito menos desconfiavam que sua perfomance iria incomodar. Assim, a aliança 100% Bauru lançou, há um mês do final da campanha, as primeiras críticas contra o então primeiro colocado (Tobias); depois retomou a rota de sua campanha: apresentando realizações e projetando compromissos. No final, Nilson permaneceu sozinho, desfilando sua campanha sem nenhum arranhão dos adversários, que, ao contrário, polarizaram troca de farpas no horário eleitoral de rádio e televisão. Assim, o voto útil, pregado nas últimas horas pelo adversário, apareceu nas urnas como o voto decisivo para que Nilson Costa vencesse o pleito, provocando a queda até então inesperado de quem era apontado como o primeiro colocado nas urnas.

Jornal da Cidade - Que avaliação o senhor tira desta eleição?

Nilson Costa - Avalio que este foi o resultado de um trabalho incessante. Em nenhum momento nós nos convencemos de que estávamos derrotados. Em todos os momentos nós procuramos levar à população a história deste um ano e meio e a população compreendeu, entendeu que o esforço que nós fizemos neste tempo merecia uma prova de confiança para nós continuarmos este trabalho.

JC - O senhor inclui nesta vitória o tema de campanha que insistiu: em um ano e meio fizemos bastante, em quatro anos faremos muito mais?

Nilson Costa - Além disso, a lição do nosso slogan: quando não se rouba não se deixa roubar, aquilo que vem de receita é devolvido à população em termos de obras. A equipe que nós reunimos fez um sacrifício nesse ano e meio que satisfez a comunidade e fez essa vitória.

JC - A serenidade do senhor diante dos outros adversários, aliado ao fato de não ter sido atacado durante a campanha, colaborou com a vitória?

Nilson Costa - Concordo. Nós nunca perdemos a confiança na vitória. E também nunca nos deixamos abalar pela maledicência, pela intriga. Sempre procuramos mostrar civismo, decência. O que a população quer é trabalho, honestidade, perseverança.

JC - O senhor foi ajudado também por ter atacado pouco e não ter sido atacado?

Nilson Costa - Foi um dos fatores, sem dúvida alguma. Porque a população queria resposta e não agressão.

Imprensa - O senhor leva alguma mágoa desta eleição?

Nilson Costa - Eu levo de não ter podido oferecer mais à população em forma de trabalho, de serviço prestado. E a mágoa também de que nem sempre houve por parte de integrantes da campanha aquela

ética que nós oferecemos durante toda a campanha.

JC - O senhor venceu a campanha mais difícil dos

últimos anos, tendo como um momento inicial pelo menos um candidato com estrutura muito maior e que aparecia como favorito? Como o senhor vê isso?

Nilson Costa - Eu me lembro de um episódio, em que o então candidato a prefeito de São Paulo, Fernando Henrique, se achava vencedor baseado nas pesquisas e nas manifestações de apoio. E se sentou antes da hora na cadeira. O Jânio Quadros, líder inconteste, acabou, sem nenhum recurso levando a eleição. Assim aconteceu aqui. Nós não sentamos na cadeira antes, assumimos os destinos da cidade e apresentamos nossos propósitos. Aquele episódio ficou muito marcado para mim. Nenhuma batalha está perdida enquanto não chega o momento final.

JC - O senhor deve ter ouvido que sua candidatura seria uma surpresa até um momento. A surpresa nas urnas acabou sendo Pedro Tobias em terceiro. Como o senhor vê essa diferença?

Nilson Costa - Três meses atrás eu dizia que o Pedro Tobias seria o terceiro, porque ele não reunia os componentes de uma candidatura ideal. Ele tinha dificuldades com a nossa língua, tinha problemas com a rejeição racial, tinha problema com a dificuldade de se explicar como iria deixar o mandato de deputado. Enfim, ele reunia uma série de fatores negativos. Há três meses eu repetia isso: que o Doutor Pedro seria o terceiro colocado, como foi.