Entrelinha
"Rejeição"
Foi uma eleição surpreendente. Em muitos aspectos, o resultado deixou surpresos muitos dos que tinham a convicção de ter o domínio total da técnica de fazer campanha eleitoral. Foi uma eleição em que a "rejeição" propiciou o crescimento na reta final de um candidato que não era tido como favorito. Foi a "rejeição" aos equívocos grosseiros de campanha, à soberba e à técnica de "bater", como se isso foi bonito e o eleitorado fosse uma platéia de luta de boxe.
Prato do dia
Um analista informal da política ponderou, ontem, figurativamente, que eleição é assim mesmo. "Tem dia que as pessoas preferem um vatapá apimentado ou uma suculenta
feijoada e tem dia, também, que prefere um caldo de galinha com um copo d'água e um pãozinho fatiado, como desta vez. O cliente sempre tem razão..."
Fôlego renovado
Outro observador ponderou que a eleição só surprendeu a quem não leu atentamente as pesquisas, pois as da Unesp e Vox Populi foram feitas uma semana antes da eleição e, portanto, mostravam resultados que poderiam evoluir, como o próprio prefeito sabia, até mesmo porque a última pesquisa que ele contratou e não divulgo chegou às suas mãos apenas na última quinta-feira.
Boca cheia
A partir daí, os novos números deixaram Nilson Costa revigorado, como ele mesmo nos disse, nas visitas feitas ao Jornal da Cidade na quinta-feira, sexta-feira e domingo de manhã, dia da eleição, ao saborear um café e o tradicional pãozinho com manteiga da casa. A campanha, com isso, ganhou novo fôlego, justamente na reta final da eleição.
Boca vazia
Fato surpreendente também foi que uma pesquisa de boca-de-urna deu Tuga como novo prefeito de Bauru, justamente no dia da eleição, usando uma metodologia de pesquisa que sempre se mostrou uma técnica correta de aferição da vontade das urnas. São coisas que ficam para os arquivos da política local.
Bancada I
O prefeito reeleito Nilson Costa (PPS) começará o futuro mandato com uma situação numericamente diferente em relação ao Legislativo. Ele terminará o atual mandato com apenas uma apoiadora na Câmara (Catarina Carvalho - do PFL), mas começará, teoricamente, com cinco que se elegeram por sua coligação.
Bancada II
Os cinco vereadores da coligação 100% Bauru são Milton Dota Júnior (PPS), Walter Costa (PPS), José Clemente Rezende (PPS), Paquito (PFL) e Paulo Martins (PFL). Ainda teoricamente, se forem considerados como oposição os que estiveram em outras coligações, a Câmara terá 16 em outras bancadas, dividas pela turma da conciliação e os que vão, realmente, exercer a fiscalização.
Bancada III
Dois fatores devem dar maioria a Nilson, pelo menos inicialmente: a boa vontade que os legisladores sempre têm com o prefeito eleito e a bancada dos que procuram mais do que depressa acomodar a situação, de forma a compartilhar o poder. Vai depender muito da disposição do prefeito reeleito.
Suplentes
Um leitor perguntou, ontem, sobre os vereadores suplentes. Aqui vai uma lista com os principais: Paulo Agustinho (PTB), Roque Ferreira (PT), Futaro Sato (PMDB), Rubens Spíndola (PSDB), Salvador Afonso (PDT), Catarina Carvalho (PFL) e Zito (PPS). O PPS passa a figurar, definitivamente, no mapa político de Bauru.