07 de julho de 2026
Geral

Cesta básica

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 4 min

Cesta básica reduz em Bauru

Texto: Paulo Toledo

O preço mínimo cobrado pela cesta básica nos supermercados de Bauru teve uma queda de 5,1% entre de agosto para setembro, caindo de R$ 151,55 para R$ 143,82. De setembro de 99, quando o valor mínimo era de R$ 133,20, até setembro deste ano, a alta chega a 7,97%. Porém, a distância entre o menor (R$ 143,82) e o maior (R$ 219,97) preço apurados caiu para 34,62%, contra 45,15% verificada em agosto. De acordo com a pesquisa, realizada pela Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE), em dez supermercados de Bauru, coordenada pelos professores Jacques Vervier e Reinaldo César Cafeo, o grupo alimentação, que apresentou alta de 4,6%, teve seu peso aumentado para 69,59%, em agosto, contra 66,07% do valor total da cesta, numa variação de 3,52 pontos percentuais, no mês de setembro. O grupo de limpeza doméstica teve queda de 29,7%, no mês passado, a representando 19,14% do valor total da cesta, contra 25,3% do mês anterior. Os produtos de higiene, com peso de 11,27%, contra 11,06% de agosto, tiveram queda de 3,3% em setembro. A interpretação da pesquisa é de que a queda dos preços da cesta básica nos supermercados de Bauru foi puxada pela forte redução de preços nos produtos de limpeza, depois de uma alta no mês anterior. Porém, adverte Reinaldo Cafeo, o melhor caminho para o bauruense ainda é a pesquisa, uma vez que em apenas um supermercado o cliente não consegue encontrar todos os produtos no preço mínimo. "A pesquisa é o melhor caminho, já que a discrepância é muito alta entre algumas empresas", destacou. Em setembro, na Grande São Paulo, o valor mínimo da Cesta básica teve uma alta de 2,09%, passando de R$ 137,64 para R$ 140,52, segundo o Dieese. Porém, diminuiu a diferença entre valor constatado em Bauru e o da Capital, que ficou em 2,35%, ou seja, R$ 3,30. Essa diferença, desde julho de 99, quando o Data-ITE começou a fazer a medição ficava em torno de 8%. As maiores altas verificadas pela pesquisa foram nos seguintes produtos: queijo mozarela (71,5%), lingüiça fresca (51,2%); água sanitária (50%) e absorvente higiênico (19,2%). Enquanto isso, as maiores quedas foram: feijão (26,8%); açúcar (21,4%); sabão em pó (6,25%) e desodorante spray (17,7%). A pesquisa é realizada em dez supermercados de diversas regiões da cidade, sem que ocorra repetição de dois da mesma rede. Estão incluído 31 produtos, das marcas mais consumidas em Bauru, de acordo com pesquisa realizada anteriormente. Uma das principais conclusões da pesquisa comprova a velha tese de que o consumidor deve estar muito atento na hora de comprar, pois entre os preços mínimos e máximos dos mesmos produtos há diferenças de 118,4%. "Isso mostra que o consumidor deve estar atento ao preço dos produtos. Pesquisar ainda é o melhor caminho", aconselha Cafeo, que também é delegado regional do Conselho Regional de Economia (Corecon). O valor base adotado é o da segunda semana do mês, no caso de agosto, mesmo critério utilizado pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese). A cesta do Dieese é bastante generosa; 15 Kg de arroz, 4 Kg de feijão e 10 sabonetes por mês para quatro pessoas. A metodologia adotada pela ITE é a mesma usada para apuração da cesta básica na Capital, por meio de um convênio entre o Dieese e o Procon. Isso faz com que se tenha, inclusive, uma base de comparação. O valor mínimo total da cesta em Bauru é a soma dos menores preços encontrados nos dez supermercados. Isso não significa que o consumidor vai conseguir encontrar esse total se comprar em apenas um estabelecimento. Metodologia

Para definir a cesta básica, foi utilizada a lista de produtos de alimentação, limpeza doméstica e produtos de higiene pessoal definida pela pesquisa do Dieese-Procon para Grande São Paulo. Para o cálculo dos índices, foi utilizada a fórmula de Laspeyre com ponderações fixas de médias das marcas mais freqüentemente consumidas aqui em Bauru, em preços absolutos (reais correntes); utilizou-se o mesmo Questionário de Levantamento de Preços e o mesmo Manual do Pesquisador, elaborados pelo Dieese e Procon, já mencionados. De acordo com os critérios do Dieese, o valor final da cesta básica é a soma ponderada dos menores preços encontrados nos diversos supermercados. Quem quiser comprar a cesta nesse preço deverá percorrer todos os estabelecimentos para comprar o que cada um oferece no melhor preço. Os resultados serão apresentados mensalmente através de tabelas. O levantamento dos preços da cesta básica faz parte do banco de dados da Faculdade de Ciências Econômicas da ITE, o Data-ITE. Zona Sul tem menor preço

Por regiões, a pesquisa do Data-ITE verificou que a Zona Sul apresenta o menor valor para a cesta básica, com R$ 172,36. O maior valor está na Região Central, com R$ 176,89, numa diferença de 2,63%. Em relação à Zona Sul, o valor encontrado na Zona Norte da cidade - R$ 173,11 - é 0,44% maior. Esse índice sobre para 0,9% na Zona Leste - R$ 173,95. O segundo valor mais alto por região vem da Zona Oeste, onde chega a R$ 176,21, ou seja, 2,6% a mais do que na Zona Sul.