07 de julho de 2026
Geral

Basquete

Rodrigo Figueiredo
| Tempo de leitura: 3 min

Basquete

Barbosa e Matilde recebidos com festa

Texto: Rodrigo Figueiredo

Técnico e roupeira da seleção brasileira de basquete feminino retornaram ontem a Bauru após conquista do bronze nas Olimpíadas

Antônio Carlos Barbosa e Matilde Silveira, técnico e roupeira da seleção brasileira de basquete feminino, bronze nas Olimpíadas de Sydney, tiveram ontem, no retorno a Bauru, uma recepção de ouro.

Nada de banda marcial ou desfile em carro de bombeiro, tradicional das grandes conquistas. Os dois bauruenses foram recebidos no aeroporto da cidade com uma festa em que predominou a simplicidade e principalmente a alegria, lembrando a gloriosa campanha da seleção em Sydney, que encheu de orgulho todos os bauruenses.

Primeiro "filho de Bauru" a ganhar uma medalha olímpica, Barbosa, com seus mais de 30 anos vividos no basquete, reconhece ter conseguido a sua maior conquista no esporte. "Com certeza, este resultado serviu para coroar a minha carreira e a minha presença na seleção e não podia ter vindo em melhor momento, já que uma medalha olímpica tem um peso muito grande". Em quatro anos na seleção, o técnico bauruense manteve a equipe brasileira sempre entre as quatro melhores em todas as competições que participou.

"O importante é que nossa seleção conseguiu superar a ausência de estrelas do passado (Paula e Hortência), vencer as dificuldades durante a competição e manter o Brasil entre os melhores do mundo", avaliou.

Quanto à campanha brasileira em Sydney (foram quatro derrotas e quatro vitórias), o treinador acredita que o triunfo contra a Rússia, nas quartas-de-final, tenha sido o mais importante, no qual o Brasil mostrou que realmente superou o trauma de ser taxado como um time renovado e inexperiente. "Mesmo sem a Janeth, que não pôde atuar em grande parte do jogo, as meninas mostraram regularidade e conseguiram uma vitória brilhante", lembra.

A próxima competição importante da seleção será o Sul-Americano, no primeiro semestre de 2001. Depois, em julho, o Brasil disputa a Copa América, classificatória para o Mundial de 2002. "Com o fim destas Olimpíadas, já iniciamos o planejamento para a disputa das próximas competições. Acredito que ainda temos muito para crescer e com perspectivas ainda melhores para Atenas-2004", conclui.

Antes disso, Barbosa viaja com familiares nesta quinta-feira para o Rio de Janeiro, onde receberá, numa festa organizada pela Confederação Brasileira de Basquete, a medalha de bronze pela conquista em Sydney, já que o técnico não recebe a medalha durante a competição.

FUTURO - A boa campanha brasileira em Sydney, mantendo o Brasil entre as principais potências mundiais do basquete feminino, aumenta as expectativas de Barbosa quanto ao futuro do basquete no País. "Apesar de sofrermos com a falta de jogadoras, em quantidade, nós contamos com várias jogadoras de qualidade no Brasil, com potencial para substituir as que estão aí. Isso é bastante positivo", avalia.

Barbosa ainda comentou sobre a possibilidade de Bauru voltar a ter um time de basquete feminino de ponta, como nos anos 80, com o BTC e a Luso. "Hoje em dia não podemos esperar que o Poder Público banque o esporte. Temos que procurar apoio de empresas, como a Tilibra com o basquete masculino", ressaltou.

"Tudo depende de um patrocinador forte". Vale lembrar que Bauru conta com a equipe do Luso/Sundown/Cambé, que disputa a divisão A2 do Campeonato Paulista e tem umas das equipes mais fortes do Estado nas categorias infanto-juvenil e mirim.