07 de julho de 2026
Geral

Correios

Redação
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Sindicato diz que paralisação nos Correios depende da audiência no TST

A campanha salarial dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de Bauru promete uma polarização tendo de um lado o Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Sindecteb) e do outro a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios Telégrafos e Similares (Fentect), que está se instalando na região e tem posicionamento diferente do Sindicato.

Ontem, após a Federação ter informado da possível greve, a partir do dia 10 de outubro, caso não ocorra um acordo com a empresa nas negociações do dia 9, o Sindicato disse que não é possível antecipar um chamado para a greve sem saber o resultado da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho

(TST), do dia 9.

José Aparecido Gimenes Gândara, do Sindicato, destacou que a atual situação dos trabalhadores da ECT, que estão com salários defasados e, e a alta rotatividade no quadro de empregados, tornam mais difícil uma mobilização para uma paralisação a partir de Bauru.

Gândara disse que o Sindicato, que não é filiado

à Federação, é que tem a condição legal de representar os trabalhadores da base. Para ele, só

é possível pensar em greve na região se a Capital, que é o "carro-chefe", iniciar o movimento.

"Se eles (os trabalhadores de São Paulo) fizerem uma paralisação, aí sim vamos fazer uma assembléia aqui para acompanhar, porque Bauru não pode puxar (a greve), porque é responsável por 3% a 4% do movimento", afirmou.

O presidente do Sindecteb, Francisco Theodoro de Souza Netto, assinou comunicado dizendo que a greve deve ser a vontade da maioria dos trabalhadores e que a entidade dará todo o respaldo necessário, caso isso venha a ocorrer.

Gândara diz que o Sindicato submeter a contraproposta da empresa aos trabalhadores, antes de que ocorra a assinatura da convenção coletiva, caso venha ocorrer um acordo.