Sindicato diz que paralisação nos Correios depende da audiência no TST
A campanha salarial dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de Bauru promete uma polarização tendo de um lado o Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Sindecteb) e do outro a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios Telégrafos e Similares (Fentect), que está se instalando na região e tem posicionamento diferente do Sindicato.
Ontem, após a Federação ter informado da possível greve, a partir do dia 10 de outubro, caso não ocorra um acordo com a empresa nas negociações do dia 9, o Sindicato disse que não é possível antecipar um chamado para a greve sem saber o resultado da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho
(TST), do dia 9.
José Aparecido Gimenes Gândara, do Sindicato, destacou que a atual situação dos trabalhadores da ECT, que estão com salários defasados e, e a alta rotatividade no quadro de empregados, tornam mais difícil uma mobilização para uma paralisação a partir de Bauru.
Gândara disse que o Sindicato, que não é filiado
à Federação, é que tem a condição legal de representar os trabalhadores da base. Para ele, só
é possível pensar em greve na região se a Capital, que é o "carro-chefe", iniciar o movimento.
"Se eles (os trabalhadores de São Paulo) fizerem uma paralisação, aí sim vamos fazer uma assembléia aqui para acompanhar, porque Bauru não pode puxar (a greve), porque é responsável por 3% a 4% do movimento", afirmou.
O presidente do Sindecteb, Francisco Theodoro de Souza Netto, assinou comunicado dizendo que a greve deve ser a vontade da maioria dos trabalhadores e que a entidade dará todo o respaldo necessário, caso isso venha a ocorrer.
Gândara diz que o Sindicato submeter a contraproposta da empresa aos trabalhadores, antes de que ocorra a assinatura da convenção coletiva, caso venha ocorrer um acordo.